Construção Civil de S. José movimenta 424 toneladas de entulho por ano
Levantamento foi realizado pela Secretaria de Meio Ambiente da cidade


Construção Civil movimenta 424 toneladas de entulho por ano em São José
Flavio Pereira/Meon
O setor da Construção Civil de São José dos Campos movimenta 424.953 toneladas de entulho por ano, uma média de 587 quilos por habitante. A informação é de um estudo realizado pela Secretaria de Meio Ambiente que fez um raio x da movimentação de resíduos da construção civil na cidade.
De acordo com a Pasta, o diagnóstico foi realizado por meio do levantamento de diversas fontes de dados sobre geração e transporte de resíduos: volume recebido nos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária), transportados por empresas de caçamba cadastradas formais e informais, volume gerado nas obras públicas e o volume despejado irregularmente em áreas públicas ou privadas.
Segundo o estudo, por dia, calcula-se que sejam gerados 1,71 quilos de entulho por habitante, percentual maior que o de lixo domiciliar, cuja média é de 870 gramas por habitante/dia. Do total de resíduos gerados, 17% vêm de pequenos geradores, cidadãos que geram até 1 metro cúbico de resíduos em pequenas reformas e que são atendidos gratuitamente pelos PEVs.
As obras públicas representam 3% do entulho gerado na cidade, cerca de 14.961 toneladas. Já 4% do entulho, cerca de 14.961 toneladas, vêm de áreas públicas onde ocorre o despejo ilegal pela própria população ou pequenos transportadores informais.
A Prefeitura identificou ainda mais de 138 pontos onde ocorre este tipo de despejo na cidade, geralmente próximas a cursos d’água, que demandam de um “monitoramento contínuo e limpezas corretivas frequentes pelo poder público”, diz a Pasta em nota.
O maior volume, 77% dos resíduos, provêm de construtoras, empreendedores e outros particulares, que respondem por 325.379 toneladas do entulho gerado no ano. De acordo com a Pasta, esses grandes geradores, que se utilizam do serviço de transporte de caçamba, devem estar obrigatoriamente cadastrados no sistema eletrônico gerenciado pela prefeitura, que monitora a geração, o transporte e a destinação final dos resíduos. “Porém, constatou-se que 21% das caçambas estavam cadastradas no sistema”.
O dado foi obtido por meio da verificação das caçambas ‘in loco’, a partir de uma vistoria realizada por técnicos da secretaria durante o mês de maio. Os técnicos percorreram diversos bairros e realizaram o cruzamento dos dados do sistema eletrônico com a realidade encontrada nas ruas.
Para a Secretaria, este percentual indica o surgimento de áreas de despejo irregular de grandes volumes de resíduos, “geralmente áreas particulares situadas em áreas urbanas periféricas ou rurais, onde o despejo ilegal é feito por transportadores regularizados ou irregulares com a anuência do proprietário”.
Multa
Estas áreas são objeto de fiscalização pela prefeitura, em parceria com a Polícia Militar e a Cetesb. O descarte de entulho em terrenos e ruas é proibido pelas leis municipais nº 7815 e nº 7146, com multa a partir de R$ 5 mil.
Sistema eletrônico
O uso do sistema eletrônico se tornou obrigatório com a Lei Municipal nº 8.696/2012. Entre 2011 e 2014, o sistema monitorou a movimentação de 584.140 toneladas de resíduos e emitiu cerca de 25 mil certificados de transporte.
Atualmente, estão cadastrados mais de 6 mil geradores, 50 empresas de transporte de caçambas, 5 recicladoras, 9 áreas de transbordo e triagem e 4 aterros privados. A taxa de desvio, que mede a paridade entre as emissões de guias de transporte e as baixas no destino final, passou de 57,13% (68.177 toneladas) desviadas em 2011, para 1,72% em 2014, 2.265 toneladas de entulho.
De acordo com a Secretaria, o estudo trouxe um panorama que foi incorporado ao diagnóstico do Plano Municipal de Resíduos Sólidos e ajudará a estabelecer estratégias e metas para melhoria do sistema de monitoramento eletrônico, bem como para o fortalecimento da fiscalização na cidade.
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