Continua o impasse sobre o transporte de estudantes na região
O Presidente da Comissão de Transporte Estudantil, Hélio Monteiro, procurou a reportagem para dizer que não aceita a mudança dos alunos das linhas 15 e 21, que foi acertada pela Seduc (Secretaria de Educação) durante reunião realizada no dia 11 de julho. Monteiro afirma que não foi informado da reunião.

O Presidente da Comissão de Transporte Estudantil, Hélio Monteiro, procurou a reportagem para dizer que não aceita a mudança dos alunos das linhas 15 e 21, que foi acertada pela Seduc (Secretaria de Educação) durante reunião realizada no dia 11 de julho. Monteiro afirma que não foi informado da reunião.
De acordo com Monteiro, durante reunião realizada no dia 5 de julho, onde foi recebido pela Secretária de Educação Ana Lucia Bilard Sicherle e o encarregado do transporte da Seduc Robson Lobato, foi decidido que uma nova reunião seria marcada para o dia 7 de julho, desta vez com a presença dos coordenadores das linhas. Na data marcada, ficou acordado que o Lobato deveria apresentar um relatório com as sugestões apresentadas por Monteiro à Secretária de Educação, e ela, responderia antes de marcar outra reunião.
Monteiro diz que não foi informado da reunião que aconteceu no dia 11 de julho, e explica que no artigo 18º do Estatuto da Comissão de Transporte Estudantil (CTE) está claro que as reuniões deverão ser marcadas com antecedência mínima de sete dias, quando ordinária, ou cinco dias quando extraordinária, e por isso, a reunião do dia 11 de julho não poderia ter acontecido. “Não fui informado ou comunicado por ofício sobre esta reunião e por isso, pedirei sua anulação. Na ocasião, a Seduc transferiu alunos da linha 15 para a 21 e pegou alunos da linha 21/Anhanguera e mudou para a linha 15, prejudicando 93 alunos”, explica.
“Todas as reuniões em que estive presente na Seduc foram estressantes e sem resultado. Em uma delas, um amigo me acompanhou com a secretária Ana Lúcia e ela pegou todas as minhas sugestões e anotou num caderno, ficando de me dar uma resposta. A Secretária chegou a comentar que todas eram excelentes, porém, nada foi feito”, explica Monteiro que ainda afirma que Lobato não fez o relatório que ficou de entregar à Secretária e que na reunião do dia 07 de julho, o encarregado só sabia dizer que os alunos precisavam ser remanejados e que todas as sugestões apresentadas por ele foram rejeitadas.
Ele diz ainda que estudantes que utilizam as linhas 14 e 15 (Unip) já o procuraram dizendo que são contra a mudança, lamentam a perda do ônibus que saí às 21h e que os transferidos vão protocolar um pedido de anulação da transferência. “Isso criou um mal estar nos alunos, é desnecessário todo esse conflito. Prejudicaram 93 para beneficiar 12 da linha Etep, que deveriam utilizar uma van e assim, o ônibus faria apenas a linha Unip/Anhanguera”, explica.
Procurada na semana passada, a secretária explicou que as opções apresentadas por Monteiro para sanar os problemas geravam mais custos para o município. Com isso, o remanejamento dos alunos foi a opção mais viável e coerente e todos concordaram.
Monteiro diz que apresentou uma planilha de custos com todos os valores e que a prefeitura não teria prejuízos se aderisse às suas sugestões. “Hoje a prefeitura está gastando com motorista e combustível de sua van, que leva os estudantes. É melhor contratar uma van da empresa prestadora de serviço para a linha Etep e com isso levar os alunos que utilizam o veículo da prefeitura em um ônibus. A Seduc disse que o município não teria recurso pra isso, eu fiquei indignado com essa resposta”, explica.
“A Seduc não quer alugar uma van, porém, eles não explicaram o motivo, pois vão ter que pagar mais para a empresa prestadora de serviço que fará agora 1.250 km a mais por mês, ou seja, ao invés de mexer com isso, coloca uma van e fica solucionado o problema. Em 2013 tinha ônibus azul da prefeitura que fazia o transporte da linha 21. Por que agora não pode ser colocado ônibus novamente?”, questiona.
“A secretária Ana Lúcia e toda sua equipe não conhecem a realidade dos universitários, eu conheço, se eles tivessem empenhados em solucionar, eles teriam ido à empresa prestadora de serviço e solicitado os discos do tacógrafo. Será que eles fizeram isso? Não, simplesmente quiseram criar briga e mal estar e mais conflito entre os estudantes”, afirma.
Monteiro disse que já ouviu em reuniões que ele deveria renunciar ao cargo e que deveria ensinar o prefeito a comprar ônibus. “Isso tudo é constrangedor, não estamos em busca de problemas e sim de solução”, desabafa. “Acredito que o prefeito não sabe nada disso. Tivemos problemas com o transporte estudantil no início do ano e ele não sabia de tudo o que estava acontecendo e quando tomou conhecimento, imediatamente ficou do lado dos estudantes”, explica.
Procuramos a prefeitura para apresentar as declarações de Monteiro e fomos informados de que a Seduc não vai comentar as novas declarações do presidente da comissão de transporte estudantil e que mantém a resposta dada na outra vez, que foi publicada em matéria no último dia 22.
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