COP 28 e o Brasil do futuro

Mundo sustentável e casos de sucesso por Fabrício Filho

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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A construção de um mundo diferente começa nas pequenas esferas de poder. No condomínio que reaproveita água da chuva, no bairro que se organiza e mantém uma horta comunitária ou no Município que se planeja e coloca a sustentabilidade como prioridade.

A COP 28 – organizada pela ONU, aconteceu no último mês de dezembro, em Dubai, como a maior conferência climática do mundo.

Uma coisa é fato: para fazer um mundo melhor, não bastam árvores plantadas ou tratados e acordos sobre o tema. A hora é de agir.

Como fazer um mundo mais sustentável?

O primeiro passo para conter a crise climática é, indubitavelmente, colocar as pessoas no centro do debate.

A falta de saneamento, por exemplo, colabora com a degradação do meio ambiente ao passo em que torna a vida das pessoas insalubre. Hoje, no Brasil, 50% das famílias não têm água encanada e esgoto tratado em casa.

Enquanto o primeiro mundo debate sobre carros elétricos e afins, nossos desafios são diferentes – e urgentes. Uma sociedade que torna o indivíduo protagonista do debate público caminha a passos largos em direção a um futuro melhor.

A equação é simples: se o povo sofre, o meio ambiente é afetado. Se as pessoas não têm oportunidades e sua renda é muito baixa, selos de sustentabilidade e embalagens bonitinhas serão o último critério de compra.

Deixando as crianças do Brasil viverem em ruas de terra e casas de pau-a-pique, estamos condenando-as ao subdesenvolvimento. Potenciais cientistas, gestores públicos e pensadores de um futuro melhor, fadados a viver no barro e a lutar pela subsistência.

Casos de sucesso a serem analisados

Mas nem tudo está perdido. Temos, em nosso país, algumas cidades que são referência em inovação e desenvolvimento, exemplos de gestão pública que podem (e devem) ser replicados para todos os cantos da imensa pátria.

Em São José dos Campos, por exemplo, temos alguns dos melhores indicadores em sustentabilidade do Brasil, fruto de uma gestão municipal que coloca o cidadão em primeiro lugar e, em volta disso, constrói um projeto de cidade.

Grandes empreendimentos em regularização fundiária, a completa modernização do sistema de transporte coletivo (que em breve será 100% elétrico) e investimentos bilionários em saúde e educação são apenas algumas das iniciativas que, no Brasil e no mundo, fazem de São José dos Campos uma Cidade Inteligente, Resiliente e Sustentável.

Daqui, tiro uma lição importante: quem faz o mundo são as pessoas! Precisamos, portanto, da COP 28 às discussões locais, debater e trazer à realidade um plano para fazer tornar melhor a vida daqueles que mais precisam.

E é assim que criaremos, num trabalho conjunto e perene, cada vez mais sociedades prontas para abraçar as agendas de sustentabilidade, pois o que hoje é “supérfluo” se tornará tema corrente.

Assim como na Europa discutem os carros elétricos enquanto boa parte dos brasileiros sequer tem um carro (a combustão) próprio, sustentabilidade não será prioridade de cidades e países enquanto houver problemas tidos como mais urgentes.

A construção de um mundo diferente começa, reitero, nas pequenas esferas de poder. É hora de enxergar a gestão pública a partir de óticas diferentes, sob o risco de não termos mais um planeta para chamar de lar.

Por: Fabrício Filho – Conselheiro da Juventude e pós-graduado em Cidades Inteligentes.

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