Cortinas de fumaça

Querem me proibir de morrer sem saúde. Querem que eu morra a plenos pulmões. Com que direito? Essa higienização da vida é um crime. Rejeitam as liberdades legais, ignoram a constituição republicana e desprezam as conquistas democráticas. Porque não fiscalizam o trabalho escravo, a prostituição infantil, a lavagem de dinheiro público, e outras charadas piores, […]

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Querem me proibir de morrer sem saúde. Querem que eu morra a plenos pulmões. Com que direito? Essa higienização da vida é um crime. Rejeitam as liberdades legais, ignoram a constituição republicana e desprezam as conquistas democráticas.

Porque não fiscalizam o trabalho escravo, a prostituição infantil, a lavagem de dinheiro público, e outras charadas piores, ao invés de sugar fortunas do cofre público para coibir escolhas comportamentais livres e lícitas?

Fechem logo as portas! Reboquem as paredes! Subam os muros, as fronteiras! Expulsem as meninas dos bordéis e recebam logo os aplausos!

Toda ordem começa na fantasia. “O fumo passivo é um perigo mortal para terceiros”, dizem. Mentira! A Organização Mundial de Saúde (OMS) não conseguiu reunir sequer uma prova de doenças ligadas ao fumo passivo. Mesmo assim o apartheid moral rola solto.
Proibir o fumo em bares ou restaurantes é uma afronta a todas as liberdades, inclusive a dos empresários, obrigados a adotarem normas vindas de um Estado regulador, de viés totalitário. Mas o pior de tudo vem da fiscalização voluntária. Por telefone ou pela internet, o cidadão pode patrulhar seu vizinho, denunciando seus comportamentos “maléficos”.

Clichê ou não, a saúde controlada esteve diretamente ligada ao stalinismo, ao fascismo e ao nazismo. A saúde controlada esteve ligada a séculos de obsessão cristã pela “perfeição”. A higienização da vida é o fundamentalismo que não nos cabe.

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