Crime de Paraibuna: polícia investiga mais suspeitos, além do casal preso

Homem e mulher acusados de matar gestante devem depor neste domingo

Escrito por: Meon Redação4 min de leitura
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Operação em Duque de Caxias para resgatar bebê e prender casal que acusado de matar gestante em paraibuna

Policiais vasculharam a Favela do Lixão, em Duque de Caxias, para resgatar bebê e prender casal suspeito, no sábado

Reprodução/Polícia Civil

A Polícia Civil investiga a participação de outras pessoas no homicídio da gestante Leila dos Santos, encontrada morta no último dia 4 perto da represa de Paraibuna.  A suspeita de mais envolvidos no crime surgiu neste sábado (14), após a prisão do casal acusado pelo homicídio e rapto do bebê retirado do útero da vítima.

Maria Terezinha Vieira, de 33 anos, e Nicolas Lopes Caetano, de 21, foram presos na Favela do Lixão, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Eles estavam com o recém-nascido, que foi resgatado pela polícia e levado para um hospital da cidade, onde deverá permanecer internado por dez dias.

O delegado de Paraibuna, Raian Braga de Araújo, confirmou que investiga possível participação de outras pessoas na morte de Leila dos Santos, mas não revelou detalhes do inquérito.

“Somente após o depoimento dos suspeitos poderemos esclarecer melhor os fatos. Por enquanto, não é possível dar mais informações para não prejudicar a investigação”, disse o delegado.

Ele passou o sábado na 59ª Delegacia de Duque de Caxias, onde foi registrado o flagrante da prisão do casal. Maria Terezinha se recusou a conversar com os policiais. Nicolas prestou depoimento informal.

O casal foi trazido do Rio de Janeiro para região ainda na noite de sábado. Maria Terezinha foi encaminhada para a cadeia feminina de Santa Branca e Nicolas para a cadeia de Jacareí. Os dois devem prestar depoimento à Polícia Civil de Paraibuna neste domingo.

Entenda o caso


4 de julho-  quarta-feira

14h – Polícia Militar recebe a ligação de funcionários da balsa da represa de Paraibuna avisando ter encontrado um corpo.

15h – A equipe policial chega ao local e identifica o corpo sendo de uma mulher negra de aproximadamente 30 anos. A vítima vestia roupas comuns e estava com o corpo e rosto queimados. Ao lado do corpo foram encontrados um cordão umbilical e uma placenta.

16h – Equipe de investigação criminal chega ao local do crime. Provas foram recolhidas e é constatado que a vítima estava com a barriga dilacerada e teria passado por uma cesariana no local. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Jacareí e identificado como Leila dos Santos, 30 anos, sem residência fixa.

5 de julho – quinta-feira

10h – Durante a investigação do caso, funcionários do cartório de registro civil entram em contato com a Polícia Militar e informam que uma mulher havia tentado registrar um recém-nascido sem documentação. A PM foi informada que a criança teria nascido em uma casa na zona rural da cidade próximo à Salesópolis, a 47 km de distância do centro de Paraibuna. No local nenhum vizinho reconheceu os suspeitos pelas imagens fornecidas pela polícia.

11 de julho – quarta-feira

15h – Polícia Civil decreta a prisão preventiva da suposta mãe e do homem que a acompanhou ao cartório. A dupla está foragida e permanece sendo procurada pela policia.

12 de julho – quinta-feira

Família reconhece o corpo da vítima e polícia procura por suspeitos.

13 de julho – sexta-feira

11h30 – Corpo da vítima é sepultado no Cemitério Colônia Paraíso no Jardim Morumbi em São José dos Campos.

14 de julho – sábado (14)

7h – Bebê de gestante morta em Paraibuna é localizado no Rio; casal é preso.

20h – Casal é trazido de Duque de Caxias (RJ) pela Polícia Civil de Paraibuna para a região. A mulher ficará presa em Santa Branca e o homem, em Jacareí. O bebê permanecerá internado no Rio por um período de dez dias.

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