Crowdfunding é usado por profissionais dos quadrinhos
Apesar de as plataformas dedicadas começarem a aparecer agora, a ideia de financiamento coletivo para livros já existe há algum tempo no Brasil. Os profissionais dos quadrinhos, por exemplo, conseguiram montar uma estrutura eficiente de crowdfunding, inicialmente com a plataforma do site Catarse – o primeiro projeto bem sucedido foi o livro…

Apesar de as plataformas dedicadas começarem a aparecer agora, a ideia de financiamento coletivo para livros já existe há algum tempo no Brasil. Os profissionais dos quadrinhos, por exemplo, conseguiram montar uma estrutura eficiente de crowdfunding, inicialmente com a plataforma do site Catarse – o primeiro projeto bem sucedido foi o livro Achados e Perdidos, de Luís Felipe Garrocho e Eduardo Damasceno, em 2011.
Desde então, se tornou possível um tipo de comercialização que não existia no cenário editorial brasileiro. É o que atesta o quadrinista Rafael Coutinho, autor ele mesmo de dois projetos bem sucedidos de financiamento coletivo e um dos fundadores da Narval Comix, iniciativa voltada para a produção de quadrinhos autorais.
“No início, me pareceu algo muito insólito, mas aos poucos fomos entendendo como o processo funciona e tudo foi muito saudável”, afirma, ressaltando que nesse tipo de produção os leitores ficam muito próximos dos autores e editores.
Coutinho explica que as redes sociais, especialmente o Facebook, tiveram um papel importante na sua primeira iniciativa no crowdfunding (O Beijo Adolescente – Segunda Temporada, de 2012), mas na segunda, com as mudanças no funcionamento da rede social, o método de angariar apoiadores mudou. “O alcance orgânico das postagens passou a ser muito baixo mesmo com muitos curtir, o que dificultou um pouco mas ao mesmo tempo abriu nossos olhos para a lógica do crowdfunding”, diz Coutinho, ressaltando que o importante é encontrar parceiros para viabilizar projetos, a “ideia quase ancestral do mecenato”. Ainda há muito o que se testar, mas as pessoas estão querendo participar experiência de produção.
A escritora gaúcha Clara Averbuck também realizou – e com sucesso considerável – um projeto próprio e agora deve terminar de produzir seu sétimo livro, Toureando o Diabo. O projeto arrecadou, por meio do Catarse, R$ 44,5 mil, quase R$ 10 mil a mais do que a meta.
A principal motivação para ela foi a injustiça que considera a divisão dos lucros no mercado editorial brasileiro e o desejo de maior contato com os leitores e consumidores de sua obra. “Acho o fim do mundo livrarias ficarem com 50% do preço de capa do livro”, diz. Clara começou a publicar na internet e, no início dos anos 2000, migrou para o mercado editorial.
“No começo achei muito legal, mas depois senti muito quando o processo saiu quase todo da minha mão”, lamenta a escritora, que confessa que pode patinar um pouco na distribuição do seu primeiro livro viabilizado pelo crowdfunding, previsto para agosto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Posts Relacionados

Instituto Athlon representa São José em Mundial na Holanda

Europa concentra maior número de casos de violência contra brasileiras no exterior

Discurso de Lula na Avibras, em Jacareí, provoca crise diplomática com o Paraguai
