Cury integra movimento que irá pedir o impeachment de Dilma na Câmara

Grupo criou abaixo-assinado na internet em defesa do impeachment

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20150911_Liderança do PSDB na Câmara Federal_eduardo cury_impeachment_(Foto: Alexssandro Loyola)

Lideranças do PSDB na Câmara Federal

Foto: Alexssandro Loyola

Com a presença do deputado federal Eduardo Cury (PSDB), um dos representantes da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) no Congresso Nacional, um ato suprapartidário marcou nesta quinta-feira (10) o lançamento do movimento pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Entre os partidos que lideraram o movimento estão o PSDB, DEM, PPS, PSC e SD. Segundo o PSDB, principal oposição ao Governo Federal, os parlamentares vão pleitear a abertura de um processo de afastamento de Dilma junto à Presidência da Câmara.

O grupo conta com a adesão da população para convencer outros parlamentares a aderirem à ação. Pouco antes do ato de lançamento, o movimento colocou na internet um site no qual estão sendo coletadas assinaturas em defesa do impeachment.

O movimento vai aguardar um despacho do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que abra o processo contra Dilma. De acordo com o PSDB, há 17 pedidos de impeachment contra a presidente em análise na Câmara. Caso o presidente não faça o despacho, os deputados pretendem apresentar recurso em plenário.

O mais recente pedido de impedimento de Dilma foi apresentado à Câmara na semana passada pelo jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT e integrante do Ministério Público.

“Sou a favor do impeachment principalmente por três grandes motivos. Para interromper esse processo de corrupção implantado pelo PT nesses últimos 12 anos; pela destruição dos valores éticos e morais da família, que esse partido tem sistematicamente tentado fazer; e porque a continuidade desse governo vai fazer com que milhões de pessoas percam seus empregos, por causa de um modelo econômico equivocado e corrupto”, disse Cury.

O cientista político Maurício Cardoso, da Unitau (Universidade de Taubaté), faz um alerta quanto ao conteúdo do processo. “O direito de pedir um impedimento qualquer cidadão tem, ainda mais um grupo suprapartidário, isso é legítimo e faz parte do jogo democrático. Agora, o que questionamos é o conteúdo desse processo, pra existir o impedimento tem que ter uma prova cabal de malversação ou de algum delito penal cometido pelo Executivo, isso até agora foi provado não existir”, diz.

Para Cardoso, a democracia vem sendo prejudicada. “O que você pode deduzir nesse momento é que grande parte desses partidos que fazem parte desse processo são os que perderam nas eleições, e infelizmente está acontecendo algo que é extremamente danosa para a democracia, que é a não aceitação do resultado das urnas, isso tem sido explorado o tempo todo pela oposição”, afirma.

“Levanta-se uma bandeira que emotivamente é muito forte, grande parte da população que não votou na presidente e que está desconte com ela, aceita, homologa, mas de outro lado, representa uma ruptura do processo democrático”, conclui Cardoso.

Publicado em: