Dead Fish e Garage Fuzz tocam discos clássicos neste sábado em São José

A Hocus Pocus Studio Cafe, em São José dos Campos, recebe duas bandas do cenário hardcore neste sábado (10), às 22h. Nas apresentações, Dead Fish e Garage Fuzz tocam, na íntegra, os álbuns “Zero e Um” (2004) e “Relax In Favorite Chair” (1994).

Escrito por: Renan Simão3 min de leitura
fundo_placeholder-023136
deadfish_matheus_rigola

Rodrigo Lima, do Dead Fish, sobre “Zero e Um”: “tínhamos energia renovada”

Divulgação/Matheus Rigola

A Hocus Pocus Studio Cafe, em São José dos Campos, recebe duas bandas do cenário hardcore neste sábado (10), às 22h. Nas apresentações, Dead Fish e Garage Fuzz tocam, na íntegra, os álbuns “Zero e Um” (2004) e “Relax In Favorite Chair” (1994).

Trilhando caminhos à margem da música mainstream, os dois grupos ocupam um lugar importante no circuito punk-hardcore brasileiro e completam 23 anos de carreira em 2014.

Na mesma noite o Questions! sobe ao palco com “Resista!” (2004), seu álbum de estreia. Os paulistanos do Chacal completam a noite de sábado.

Por e-mail, o vocalista e letrista do Dead Fish Rodrigo Lima fala ao Meon sobre a impotância de “Zero e Um” (Deckdisc) -álbum lançado há dez anos e que colocou a banda em contato com um público maior, resultando no ao vivo “MTV Apresenta: Dead Fish”- e comenta a política como combustível para compor.

O que foi o “Zero e Um” para a história do Dead Fish?
Em 2003, a banda estava pra acabar e, do nada, em menos de cinco meses, assinamos com a Deckdisc, o que renovou a energia do grupo. Acredito que o álbum como um todo tem esse sentimento. Gosto muito dele.

Em 2009, você disse que a política era um combústivel pra fazer música. Ainda é? 
Cada dia mais. As pessoas costumam achar que política é só o que se faz nas Câmaras e no Congresso, mas trata-se de algo imprescindível para qualquer lugar que se diga democrático.

O Dead Fish tem mais de 20 anos de carreira. O que explica essa longevidade? Vocês querem virar o Bad Religion?
Ainda gostamos muito de tocar e de estar na estrada. Além disso, não sabemos explicar mais motivos da longevidade. Virar o Bad Religion? Não, nem dá. É outra história, outro país, outra língua, outra realidade é outro tudo.

A crítica avaliou a sonoridade de “Contra Todos” (2009), último trabalho de vocês, como crua. Como vocês enxergam esse momento?
Foi mais um momento de mudança radical dentro da banda. Depois deste disco, a banda virou adulta, aprendeu com erros cometidos e passou a refletir isso no som e nas letras.

Quando sai disco novo? Já tem músicas prontas?
Já fiz muitas previsões e não gostaria de fazer mais uma. Já temos vários sons a caminho e, talvez, daqui uns meses a gente apresente umas quatro em shows.

DEAD FISH E GARAGE FUZZ 
Quando: sábado (10), às 22h 
Onde: Hocus Pocus Studio & Café – rua Paraibuna, 838, Jardim São Dimas, São José dos Campos 
Quanto: R$ 40 
Mais informações: (12) 3923-7525

Publicado em: