Defensoria pede que aluna da USP Leste seja indenizada
A Defensoria Pública de São Paulo ajuizou uma ação contra o Estado de São Paulo e a Universidade de São Paulo (USP) em que pede tratamento médico, indenização e transferência de curso a uma estudante de Gestão Ambiental que diz ter desenvolvido diversas doenças após ser contaminada por substâncias tóxicas presentes no solo e no lençol freático…

A Defensoria Pública de São Paulo ajuizou uma ação contra o Estado de São Paulo e a Universidade de São Paulo (USP) em que pede tratamento médico, indenização e transferência de curso a uma estudante de Gestão Ambiental que diz ter desenvolvido diversas doenças após ser contaminada por substâncias tóxicas presentes no solo e no lençol freático do campus da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) – USP Leste.
O caso envolve a acadêmica Rosangela Fátima Toni, que após ter começado a frequentar aulas em 2009, desenvolveu doenças de pele, hepatites A e B, crises alérgicas, problemas respiratórios e gástricos. Os problemas seriam decorrência de contaminação por substâncias como óleo ascarel-PCB, que é cancerígeno e encontrado em motores de veículos, especialmente caminhões.
Rosangela teve alopecia, o que provocou queda das sobrancelhas e de parte do cabelo, causando transtornos psicológicos. Ela passou a usar próteses de silicone de sobrancelha e chegou a ter constrangimentos em público pelo descolamento das próteses. Em 2011, surgiram os problemas respiratórios e gástricos e as crises alérgicas, com risco de fechamento dos canais respiratórios.
Já em 2013, devido à contaminação do lençol freático da USP Leste, Rosangela contraiu os vírus das hepatites A e B. Atualmente, ela sofre restrições com anestesias e medicamentos devido às doenças.
Segundo inquérito civil e ação civil pública do Ministério Público, o campus universitário foi contaminado pelo ascarel presente em terras descartadas das obras do Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus. De acordo com a ação ajuizada pela Defensoria Pública, o terreno também está contaminado por gás metano.
Procedimentos
Rosangela registrou boletim de ocorrência sobre a presença de substâncias tóxicas, pediu providências à diretoria da EACH, solicitou a interdição do campus ao Ministério Público, prestou depoimentos e apresentou documentos à CPI das Terras Contaminadas na Câmara Municipal de São Paulo. A universidade informou que prestaria todo o auxílio necessário à saúde da estudante, mas, segundo a acadêmica, nada fez até o momento. A Defensoria pede também que a estudante receba indenização por danos materiais, morais e estéticos.
A EACH informa que os problemas foram relatados pela aluna em 21 de fevereiro de 2014, sem documentação médica de diagnóstico. A unidade colocou o Hospital Universitário à disposição de Rosangela, que não teria comparecido ao hospital. Em relação ao gás metano, a USP Leste afirma que o sistema de ventilação foi instalado e está em funcionamento e não há concentração de gás metano. Já a terra não certificada depositada no campus, foi isolada e uma avaliação de riscos toxicológicos será contratada para complementar estudos já realizados e nortear futuras medidas.
Posts Relacionados

TST decreta fim da greve nacional dos bancários da Caixa Econômica Federal

Inadimplência no crédito atinge novo recorde em agosto, aponta Banco Central

Daniel Vorcaro pede para votar nas eleições e transfere título para a Papuda
