Defensoria pública pode barrar obra do Cambuí em São José dos Campos

A Defensoria Pública de São José dos Campos pretende entrar com uma ação civil contra o projeto que prevê a construção da via Cambuí, principal vitrine do pacote de obras do Governo Carlinhos Almeida (PT) em 2014, caso as informações que estão faltando no projeto não sejam esclarecidas à população.

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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A Defensoria Pública de São José dos Campos pretende entrar com uma ação civil contra o projeto que prevê a construção da via Cambuí, principal vitrine do pacote de obras do Governo Carlinhos Almeida (PT) em 2014, caso as informações que estão faltando no projeto não sejam esclarecidas à população.

A falta de detalhamento pode gerar ações judiciais, travando o projeto da via Cambuí

Jairo Salvador Defensor público

O defensor público Jairo Salvador questiona os dados apresentados pelo do EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), realizado pela concessionária Via Ponte Qualitas. “O custo da obra não foi detalhado nesse relatório, são R$ 20 milhões que serão gastos por quilômetro da via. Não foram consideradas as situações de enchentes no local, que afetaram 13 mil pessoas nos últimos anos”, disse

Salvador também contesta que a cidade não possui um plano diretor para o transporte. “O projeto não pode ser feito em fatias. Há contradições na apresentação e caso essas dúvidas não sejam sanadas, entraremos com ação civil que pode barrar a obra. É preciso detalhamento”, argumentou.

O defensor ainda comentou sobre os estudos de valorização dos imóveis na região e o sobre destino das famílias retiradas. “Com a obra, os imóveis serão valorizados e sofrerão aumento, dificultando a venda pelos proprietários. Outro ponto falho é a destinação dos moradores, não há explicativa”, comentou.

Segundo o presidente da Associação de Amigos de Bairro do São Vicente, Maximino Barcelas, o rio Cambuí será prejudicado com o empreendimento. “O rio está sendo estrangulado e ninguém está pensando em valorizá-lo. Tem que haver os estudos sobre o valor das indenizações aos moradores”, afirmou.

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