Defesa Civil aponta 1.531 moradias em áreas de risco em S. José e Taubaté
Áreas são classificadas com base nos riscos de inundação e erosão


Em São José, maior parte das áreas de risco estão na região norte
Rodrigo Ribeiro/Meon
As chuvas dos últimos dias deixaram estragos e trouxeram transtornos às rotinas dos moradores da região do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Mesmo com o alerta das autoridades, famílias ainda residem em regiões consideradas como áreas de risco, classificadas com ocorrências de inundações, erosão de margens de drenagem e escorregamento de encostas.
Só em São José dos Campos e Taubaté, 1.531 moradias estão localizadas em áreas de risco, conforme aponta relatórios da Defesa Civil do Estado sobre mapeamento de risco na região. Em São José, o relatório revela 36 pontos de risco, sendo 19 áreas de risco de escorregamentos e 17 de inundação. Já em Taubaté, são classificados 35 setores de risco, com 538 moradias e 1.300 metros de vias.

Rogério mora na região norte de S. José
Moisés Rosa/Meon
Rogério Batista de Almeida, 31 anos, mora há quatro anos no bairro dos Freitas, na região norte de São José. Ele conta que as fortes chuvas das últimas semanas trouxeram preocupação para toda a família, que mora próximo ao local onde quatro pessoas morreram.
“Nunca tivemos problemas com deslizamentos no bairro. Foi algo que nunca tinha presenciado e que está deixando todo mundo em alerta”, conta. Almeida mora com a esposa e a filha de dois anos e diz estar receoso. “Não consigo dormir de preocupação”, acrescenta.
Monitoramento
Segundo a Defesa Civil Estadual, 38 cidades da região possuem instrumentos de previsão de risco. Na região, as cidades com maiores instrumentos de avaliação são: São José dos Campos, com 4 relatórios; Campos do Jordão, com 3 relatórios e São Luiz do Paraitinga, com 3 relatórios. Esses relatórios definem os pontos de riscos.
A meteorologista da Squitter, Juliana Hermsdorff, explica que é preciso ficar atento aos alertas emitidos pela Defesa Civil e ao volume de água registrado durante as tempestades. “As pessoas precisam estar atentas aos problemas registrados na área, como movimentação de terra e o volume de água registrado. Com isso, é possível determinar o estado de atenção de cada região”.
Juliana explica que as cidades possuem registros pluviométricos – resultado do somatório da quantidade da precipitação de água – que são enviados para uma central. “Em algumas cidades já é possível saber o volume de água de 15 em 15 minutos, por meio de um sistema de captação de dados. Isso traz maior rapidez na compilação dos dados e na emissão de alertas, sendo um sistema extremamente importante”, completa.
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