Deic estoura base de quadrilha especializada em explosões a caixas

Uma base de um grupo especializado em explosões de caixas eletrônicos foi estourada na tarde desta segunda-feira (10), em um sítio em Caçapava, pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) estouraram na tarde desta segunda-feira (10), em Caçapava, uma base de um grupo especializado em explosões a caixas eletrônicos.

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bisnagas de explosivos, 221 munições e armas foram apreendidas em operação realizada na tarde desta segunda-feira (10) pelo Deic.

Quando chegaram ao local, os policiais identificaram Marcelo Rodrigues Mariano, o Tatu, um dos acusados de participar de explosões a um banco em Itamonte, em Minas Gerais, no dia 22 de fevereiro.

Rodrigues participou da ação dirigindo o caminhão que transportava os demais integrantes da quadrilha. O caseio do sítio, Mauro de Oliveira Santos Filho também foi preso em flagrante.

A operação apreendeu 32 bisnagas de explosivos, cordel detonante [caminho para a polvora], 221 munições calibre doze, 87 cartuchos 9mm, além de fuzil, espingarda e uma carabina. O armamento foi encontrado dentro de um veículo roubado no sítio.

De acordo com o delegado Fábio Pinheiro Lopes, titular da 5ª Patrimônio, a base tinha uma localização estratégica para os ataques. “Utilizando as rodovias, conseguiam atingir rapidamente cidades pequenas nas divisas de São Paulo e Minas Gerais. O local também não levantava suspeita”, disse o delegado.

Segundo o Deic, a base foi descoberta após identificação da moradia de Marcelo Mariano em Itaquaquecetuba, São Paulo. Os policiais acompanharam as viagens de Mariano à Caçapava. “O objetivo era descobrir parte do arsenal do bando, que foi levado na fuga de Itamonte”, contou Pinheiro Lopes. 

Memória
Nove pessoas morreram e cinco ficaram feridas após uma troca de tiros entre policiais e uma quadrilha de assaltantes na madrugada em 22 de fevereiro, em Itamonte, no sul de Minas Gerais. Os criminosos explodiram caixas eletrônicos de uma agência do banco Bradesco. Enquanto realizavam o crime, eles foram cercados por policiais que tinham informações de que o assalto aconteceria.

Ação na Embraer 
Entre outros crimes, a mesma quadrilha é acusada de explodir seis caixas eletrônicos dentro da Embraer, em São José dos Campos. No dia 13 de dezembro, um grupo com nove homens armados com fuzis, chegou até a portaria principal da empresa, rendeu os vigias e explodiu os equipamentos. A quantia roubada pelos criminosos não foi divulgada.

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