Del Nero critica Felipão por erro tático contra a Alemanha na Copa
O presidente da Federação Paulista de Futebol e vice da CBF, Marco Polo Del Nero, voltou a criticar o trabalho de Luiz Felipe Scolari à frente da seleção durante a Copa do Mundo. Depois de dizer que o treinador estava fazendo “chororô”, sobre as reclamações à CBF, nesta sexta-feira o dirigente reclamou do esquema tático adotado por Felipão na…

O presidente da Federação Paulista de Futebol e vice da CBF, Marco Polo Del Nero, voltou a criticar o trabalho de Luiz Felipe Scolari à frente da seleção durante a Copa do Mundo. Depois de dizer que o treinador estava fazendo “chororô”, sobre as reclamações à CBF, nesta sexta-feira o dirigente reclamou do esquema tático adotado por Felipão na goleada por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal do Mundial, no Mineirão.
“Houve um problema tático. Avançamos em cima da Alemanha e tomamos um gol de escanteio, que a gente não tomava há muito tempo. A determinação era pegar a Alemanha no campo dela, não ouvi o técnico falando isso com os jogadores, mas fiquei sabendo depois que essa era a determinação. Quando estávamos perdendo de um, tomamos o segundo, o terceiro e foi uma tragédia”, disse Del Nero após tomar posse para o quarto mandato consecutivo à frente da Federação Paulista. O dirigente ficará no cargo até abril, quando assume a presidência da CBF. Reinaldo Carneiro Bastos será seu substituto na federação.
Del Nero comparou a derrota para a Alemanha a uma tijolada na cabeça. “Foi triste, uma tragédia total, mas tragédias acontecem, você está passando pela rua e cai um tijolo na sua cabeça. É horrível, mas aconteceu”, disse.
Também presente à posse de Del Nero, o presidente da CBF, José Maria Marin, evitou críticas ao trabalho de Felipão. Ele, que antes do Mundial havia dito que se a seleção brasileira não fosse campeã iria para o inferno, afirmou que hoje o time está no purgatório.
“Estamos no purgatório, mas estamos saindo com essas vitórias (sob o comando de Dunga). Espero que situação melhore depois do jogo contra a França (amistoso no dia 26 de março, em Paris). Tenho pedido que a empresa que organiza os jogos da seleção amistosos contra equipes fortes”, disse.
Marin também aproveitou para elogiar o trabalho de Dunga, que assumiu a seleção após a Copa do Mundo e venceu os seis jogos que disputou: Colômbia, Equador, Argentina, Japão, Turquia e Áustria. “Ele está dando oportunidade para a surgimento de novos jogadores. Não aparecem craques da noite para o dia, isso demora uma tempo. O importante é dar oportunidade e isso está ocorrendo.”
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