Depósito bancário liga ex-marido ao assassino de Jaqueline
Médico teria depositado R$ 2 mil na conta da avó de uma das suspeitas


Imagem do circuito interno da agência mostraria o médico (de branco) realizando o depósito
Reprodução / Tv Vanguarda
Um comprovante de depósito bancário obtido pela Policia Civil liga o ex-marido da vendedora Jaqueline Barros com o homem apontado pela polícia como assassino da jovem. O ex-marido, que é médico, teria encomendado a execução da jovem.
Imagens obtidas pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), divulgadas na noite desta quarta-feira (31) pela TV Vanguarda, mostram um homem que seria o ex-marido da vendedora realizando o depósito em uma agência da Caixa Econômica Federal em Pindamonhangaba no último dia 11 de maio.
De acordo com as investigações, o depósito no valor de R$ 2 mil teria sido feito na conta da avó de uma das mulheres apontadas como comparsa do atirador. Essa suspeita aparece em imagens de câmeras de segurança da região do crime caminhando junto com o suposto atirador e uma outra mulher momentos antes da execução.
Segundo a Polícia Civil, depois da execução, o médico levou de carro os suspeitos até Campos do Jordão e pagou R$ 2 mil em dinheiro ao trio. Três dias depois, ele efetuou o depósito dos outros R$ 2 mil. Para a DIG, o médico teria encomendado o crime por R$ 7 mil.
Defesa
Na delegacia, o médico permaneceu em silêncio durante depoimento sobre esse novo fato nesta quarta-feira (31).
O Meon entrou em contato com o advogado de defesa do médico, Cristiano Joukhadar, que enviou uma nota.
Segundo ele, “o declarante [seu cliente] perdeu a confiança no trabalho da Polícia e avalia que a investigação é parcial, está sendo nitidamente direcionada e contaminada por elementos estranhos que precisam ser devidamente apurados”.
“A parcialidade e a ilegalidade da investigação podem ser aferidas, até o presente momento, pelos seguintes elementos:
– Recusa em ouvir o Declarante;
– Recusa em apurar as ameaças que sofrera, noticiadas pelo advogado desde o início da investigação; – Recusa em permitir vista do Inquérito Policial à defesa ofendendo o art. 7°, inciso XIV, da Lei 8.906/94 em que pese policiais divulgarem detalhes da investigação para diversos meios de comunicação;
– Recusa em permitir a participação da defesa nas provas que atingem diretamente o declarante, ofendendo o art. 7°, inciso XXI, da Lei 8.906/94;
– Produção de provas de forma ilícita.
Alguns elementos de informação apresentados à imprensa são tão fantásticos e irreais que beiram a ficção científica.
Certamente, a Polícia não é o foro adequado para apuração da verdade no presente caso, motivo pelo qual apresentou sua versão dos fatos mediante declaração juntada nos autos do Inquérito Policial e se coloca à disposição das instâncias judiciais onde espera ter oportunidade de provar sua inocência.”
O caso
Jaqueline Barros Vanderlei, 28 anos, foi morta no dia 8 de maio com dois tiros no rosto por um homem dentro da loja de móveis em que trabalhava, na avenida São João. O suspeito teve o seu retratado falado divulgado pela Polícia Civil.
Na segunda-feira (15), foi expedida a prisão preventiva de uma das mulheres que aparecem nas gravações de câmeras de segurança da região, minutos antes do crime. Ela foi detida em Campos do Jordão e teria confessado a participação e apontado o envolvimento de outros suspeitos.
Na noite de terça, o ex-marido de Jaqueline foi preso na zona oeste de São José dos Campos e encaminhado para a cadeia de Caçapava. Sua atual namorada foi encontrada na casa de um familiar em Pindamonhangaba, sendo transferida para a cadeia de Santa Branca.
Os três envolvidos identificados até o momento seguem em prisão preventiva.
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