Desemprego quase que dobra para pessoas acima de 24 anos em Taubaté

Segundo o Nupes, taxa saltou de 10% para 18% em apenas um ano

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Desemprego quase que dobra para pessoas acima de 24 anos em Taubaté

Flavio Pereira/Meon

A taxa de desemprego em Taubaté teve alta de 17,20% para 22,20% de abril do ano passado para o mesmo mês deste ano, de acordo com a Pore (Pesquisa de Ocupação, Renda e Escolaridade), realizada desde 2005 pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), com o apoio da Fapeti (Fundação de Apoio à Pesquisa, Tecnologia e Inovação), ambos da Unitau (Universidade de Taubaté).

De acordo com a Pore, 138.596 pessoas compõem a PEA (População Economicamente Ativa) em Taubaté. Segundo o levantamento, com a atual porcentagem da taxa de desemprego, atualmente, o número absoluto de empregados e desempregados na cidade é de 187.833 e 30.763 pessoas, respectivamente.

“A desaceleração das atividades econômicas que atinge todo o país é a principal causa desse quadro, que teve como consequência o fechamento de postos de trabalhos na indústria que incide sobre a cidade. Outro fator que pode ter contribuído foi o aumento da procura por trabalho dos membros familiares que até então se encontravam fora da PEA. Isto também explica a situação do aumento do desemprego nesse período”, informa o Nupes no relatório.

A taxa de desemprego feminina ficou em 22,31%, pouco superior à masculina, que registrou 22,07%. O número acompanha uma tendência nacional, identificada em pesquisas nacionais do IBGE e do Dieese, nas regiões metropolitanas.

Apesar do cenário, o maior aumento na taxa de desemprego foi entre os homens, que passou de 13,84% em abril de 2015 para 22,07% em abril deste ano, enquanto a taxa entre as mulheres passou de 20,98% (2015) para 22,31% (2016).

“Neste caso, os homens ocupam proporcionalmente mais postos de trabalhos no setor industrial, enquanto as mulheres têm maior participação nos setores de comércio e serviços que foram menos atingidos pela crise”, conclui o Nupes.

O desemprego entre os jovens, até 24 anos, teve pequena queda, de 39,73% para 37,28%, mas ainda se mantém alta. Já para os acima de 24 anos a taxa de desemprego quase dobrou no período, de 10,09% para 18,13%.

Segundo o Nupes, o dado foi motivado pelo fechamento de postos de trabalho, principalmente no setor industrial em que os trabalhadores costumam ter idade acima de 24 anos.

Trabalhadores ocupados
Dos trabalhadores que declararam o setor de ocupação, o que mais emprega é o setor de serviços (57,30%), seguido pelo comércio (23,50%), indústria (15,50%), construção civil (3,30%) e agricultura (0,50%). Esse resultado inclui tanto os trabalhadores do setor formal quanto informal.

Na composição dos vínculos de ocupação, a maioria é composta por assalariados registrados (54,93%), o que também inclui funcionários públicos. Em seguida aparecem autônomos que não pagam INSS (trabalhadores na informalidade) (26,76%), autônomos que pagam INSS (10,80%), profissionais liberais e empregadores (4,69%) e estagiários (2,82%).

Média salarial
No período de um ano, o salário médio na cidade aumentou de R$ 1.691,09 para R$ 1.705,75, um pequeno aumento de 0,86%, mas apresentando uma redução real, de acordo com o Nupes, uma vez que a inflação oficial IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou variação positiva de 9,28% neste período.

Pore
No mês de abril de 2016, foram entrevistados moradores de 184 domicílios, somando um total de 583 pessoas. A amostra foi selecionada de forma aleatória e os resultados possuem uma margem de erro de 4 pontos percentuais (4%) para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%.

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