Dez sobreviventes da tragédia estavam em Campos do Jordão para comemorar os 83 anos da matriarca
A apreensão e o cansaço das muitas horas sem dormir estão estampadas no semblante do balconista Matheus Henrique Rodrigues, de 28 anos. Morador de Cubatão, ele saiu da cidade do Litoral Sul de São Paulo em direção a Taubaté após saber do acidente com o ônibus na Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro onde estavam dez pessoas […]



A apreensão e o cansaço das muitas horas sem dormir estão estampadas no semblante do balconista Matheus Henrique Rodrigues, de 28 anos. Morador de Cubatão, ele saiu da cidade do Litoral Sul de São Paulo em direção a Taubaté após saber do acidente com o ônibus na Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro onde estavam dez pessoas de sua família.
Ele recebeu a informação do acidente por volta das 22h30 quando viu uma postagem da prima no local da tragédia. Além dela, estavam no veículo outras duas primas com os namorados, três tias, um tio e a avó, que estava comemorando 83 anos e ganhou a viagem a Campos do Jordão como presente de aniversário.
“Quando eu vi a postagem da minha prima, avisei o meu irmão que ligou para a minha tia e aí começou o desespero e a correria”, afirmou Rodrigues. Dos dez parentes dele que estavam no ônibus, oito sofreram ferimentos leves, foram levados para o pronto-socorro em Campos do Jordão e liberados em seguida. Uma tia teve perfuração no pulmão e está internada em Pindamonhangaba e a avó foi levada para o Hospital Regional, em Taubaté.
“Minha avó está bem, está lúcida, só está com o rosto um pouco inchado. Ela deve ter batido o rosto na janela ou no banco na hora do acidente. Ela já recebeu alta, mas como está com muitas dores no corpo, estamos tentando uma ambulância para leva-la de volta para Cubatão”, explicou o balconista.
Tensão.
O tio de Matheus Rodrigues relatou ao sobrinho que, momentos antes da colisão, o ônibus estava em alta velocidade. “Meu tio tirou o cinto e foi falar com o motorista para saber o que estava acontecendo, mas antes de chegar na cabine o ônibus capotou”, disse o balconista que, após o susto, deseja apenas voltar para casa com os familiares.
“Eu ainda não dormi direito. Eu sei que essas coisas acontecem, mas a gente nunca imagina que isso vai acontecer com a gente, na família da gente. Minha tia, quando me viu, chorou muito. Mas estão todos bem, é o que importa.”
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