Dia das Crianças: brincadeiras de ontem e hoje, do que brincar?
Com tantas opções de brinquedos, uma infinidade de equipamentos informatizados, vídeo games, tablets e computadores disputando a preferência das crianças com bolas, cordas e bonecas, muitos pais se perguntam: As crianças não sabem mais brincar como antigamente? O que será enfim o melhor para meu filho?
















Com tantas opções de brinquedos, uma infinidade de equipamentos informatizados, vídeo games, tablets e computadores disputando a preferência das crianças com bolas, cordas e bonecas, muitos pais se perguntam: As crianças não sabem mais brincar como antigamente? O que será o melhor para meu filho?
Para a psicóloga especializada em atendimento infantil, Luciana Jammel, as crianças de hoje não tem uma pré-disposição ao eletrônico, apenas apresentam mais facilidade de aprender, como as crianças de todas as épocas. O grande problema entre as brincadeiras de antes e as de agora, segundo a especialista, é que hoje as crianças tendem ao isolamento. “Os pais talvez estimulam esses jogos individuais, o uso de computadores, visando a segurança, por medo de deixar ir para a rua, onde não é mais como era antigamente. Mas é preciso observar que esse isolamento pode ter consequências ruins, como os vícios e até mesmo dificuldade em relacionamentos”, detalha.
Luciana afirma que as brincadeiras e brinquedos tem que ser escolhidos com a perspectiva do que é melhor para o desenvolvimento das crianças. “Se os pais propõem jogos diferentes e estimulam a inteiração com outras crianças como no pique-esconde, os pequenos vão gostar e reproduzir estas brincadeiras. Agora se estimulam o uso de computadores e jogos eletrônicos desde os primeiros anos, as crianças tendem a gostar ainda mais cedo, pois já se acostumaram a elas”, explica.
Opções
A artesã Márcia Lião, 35 anos, é mãe de três filhos, de 4, 6 e 9 anos, e escolheu o contato com a natureza e a reprodução de brincadeiras do passado para educar os filhos. Contudo, conta que o seu menino mais velho, de 9 anos, já começa a insistir para ter computador, video-game e outros jogos eletrônicos.
“Por mais que ensinamos, uma hora eles tendem a mostrar o interesse pela tecnologia. Mas pelo menos garanto que meus filhos brinquem muito. Eles adoram andar de bicicleta, balançar no pneu, escorregar no barranco e se sujar de barro. Acredito que mais que a coletividade, o contato com toda essa natureza também é importante”, comenta Márcia.
Resgate
Uma boa opção para quem quer aumentar o contato das crianças com as brincadeiras e jogos coletivo, ou de antigamente, é pesquisar o folclore da região onde vive. De acordo com o educador Alison Henrique Nogueira, do Museu do Folclore de São José dos Campos, cada comunidade tem seus próprios brinquedos e brincadeiras.
“O brinquedo folclórico é aquele feito com aquilo que as crianças encontram no meio em que vivem. Quem está numa comunidade que trabalha com palha, faz brinquedos e brincadeiras com palha, e assim acontece com madeira, bambu, barro e outros produtos. Resgatar essas brincadeiras é uma forma de não apenas estimular a coletividade, como de transmitir e manter viva a cultura da região”.
A brinquedoteca do Museu de Folclore de São José dos Campos é aberta para a população. Lá as crianças encontram todos os tipos de brinquedos de todos os tempos. As visitas são gratuitas e acontecem de segunda a sexta-feira, das 9 as 17 horas.
O Museu fica dentro do Parque da Cidade Roberto Burle Marx, na avenida Olivo Gomes, 100, Santana. Informações pelo telefone (12) 3924 7318. E pode ser uma ótima opção de passeio.
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