Dias com cara de domingo em Oslo, Noruega
Oslo está longe de ter o típico clima de capital megalomaníaca – e conquista o turista justamente por isso. Com seu charme provinciano e, ao mesmo tempo, moderno, parece viver apenas longos domingos. Seus 640 mil habitantes, entre noruegueses e imigrantes (a maioria suecos, que ocupam postos de trabalho mais baratos) se espalham pelas partes […]

Oslo está longe de ter o típico clima de capital megalomaníaca – e conquista o turista justamente por isso. Com seu charme provinciano e, ao mesmo tempo, moderno, parece viver apenas longos domingos. Seus 640 mil habitantes, entre noruegueses e imigrantes (a maioria suecos, que ocupam postos de trabalho mais baratos) se espalham pelas partes planas e montanhosas que um dia foram território viking.
O frio não espanta as pessoas de caminhar nos parques ou passear de bicicleta. Ao menos até as 22 horas, quando a luz do dia finalmente chega ao fim na primavera, o movimento de trabalhadores, estudantes e turistas é intenso nas ruas próximas à estação central de trem. Os carros, quase todos elétricos (a gasolina é cara e há uma política de preservação ambiental que inclui pontos na rua para recarregá-los), dividem espaço com as ciclovias, vermelhinhas como as nossas. Por quilômetros, elas acompanham as árvores retorcidas, ainda sem flores.
À sua maneira, a cidade-sede do Prêmio Nobel da Paz está pronta para receber tipos variados de viajantes. A única coisa em comum que todos devem ter, porém, é um bolso cheio. Eleita a terceira cidade mais cara do mundo por uma agência ligada ao jornal The Economist (atrás de Cingapura e Paris), passar um dia lá não é barato – um café ou uma xícara de chá custa de 30 a 40 coroas (R$ 12 a R$ 16). Não faltarão, contudo, atrações – as principais delas estão no quadro acima.
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