Diddy é condenado a quatro anos de prisão nos EUA
Rapper e magnata foi condenado por crimes sexuais

O rapper e magnata da música Sean “Diddy” Combs foi sentenciado a 50 meses (pouco mais de quatro anos) de prisão nos Estados Unidos. A condenação se deu por duas acusações de transporte para se envolver em prostituição, após um julgamento que se estendeu por mais de seis semanas e detalhou a conduta do artista por mais de uma década.
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Além da pena de reclusão, o juiz Arun Subramanian impôs a Combs uma multa de US$ 500 mil, o valor máximo permitido pela corte. O magistrado justificou a imposição da multa elevada, que representa uma variação nas diretrizes, citando os “imensos recursos” financeiros de Combs, que, segundo o juiz, permitiram a prática dos crimes.
Ao proferir a sentença nesta sexta-feira (3), o juiz Subramanian destacou que as ações do rapper foram ofensas graves que “prejudicaram irreparavelmente duas mulheres”, que continuam a sentir os efeitos do trauma até hoje. O juiz enfatizou que a conduta ocorreu por mais de dez anos, com frequência intensa, e questionou se o tribunal teria certeza de que Combs, se liberto mais cedo, não cometeria os crimes novamente.
Subramanian rejeitou o pedido da defesa por uma pena de 14 meses (que garantiria a liberdade iminente de Combs) e também considerou “não razoável” a solicitação dos promotores federais, que haviam pedido mais de 11 anos de prisão. O magistrado seguiu a recomendação do departamento de liberdade condicional do tribunal, que indicava uma pena entre 5 e 7 anos, e determinou que uma sentença substancial é necessária para “enviar uma mensagem aos abusadores e vítimas de que o abuso contra mulheres é punido com real responsabilização”.
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