Direita vence eleições na Colômbia e no Peru e amplia mudança política na América do Sul
Vitórias de Abelardo de la Espriella na Colômbia e de Keiko Fujimori no Peru marcam avanço conservador na América do Sul após disputas acirradas e polarizadas

A América do Sul registrou nesta semana dois resultados eleitorais que podem redesenhar o cenário político da região. Na Colômbia e no Peru, candidatos conservadores conquistaram vitórias em disputas acirradas, marcadas por forte polarização e questionamentos dos adversários derrotados.
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Na Colômbia, o senador de esquerda Iván Cepeda reconheceu a derrota para o advogado e empresário Abelardo de la Espriella, encerrando dias de incerteza após a apuração do segundo turno presidencial. De la Espriella venceu por margem estreita e assumirá o comando do país em 7 de agosto.
A vitória representa uma mudança significativa no cenário político colombiano. O presidente eleito, que recebeu apoio público do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, prometeu endurecer o combate ao crime organizado e ao narcotráfico, além de rever políticas adotadas pelo atual governo de esquerda de Gustavo Petro.
Já no Peru, a conservadora Keiko Fujimori consolidou uma vantagem considerada irreversível sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez. Com 99,9% das urnas apuradas, Fujimori alcançou 50,11% dos votos, contra 49,88% do adversário, diferença suficiente para assegurar sua eleição.
A disputa peruana foi uma das mais apertadas da história recente do país. Sánchez contestou o resultado e alegou irregularidades no processo eleitoral, mas recursos apresentados por sua campanha foram rejeitados pelas autoridades eleitorais.
Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko retorna o fujimorismo ao poder após mais de duas décadas. A presidente eleita terá o desafio de governar um país marcado por sucessivas crises políticas e pela troca frequente de presidentes nos últimos anos.
Os resultados na Colômbia e no Peru reforçam uma tendência recente de avanço de candidaturas conservadoras em parte da América Latina, em meio a debates sobre segurança pública, combate ao crime organizado, economia e estabilidade institucional.
Foto: Bloomberg e Getty Images
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