Dois réus vão a júri nesta terça por morte de peão em Lagoinha
Matheus Expedito de Campos, de 24 anos, foi morto em abril de 2025; julgamento acontece no Fórum de São Luiz do Paraitinga

Dois homens acusados de envolvimento na morte do peão de rodeio Matheus Expedito de Campos, de 24 anos, serão julgados pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (11), em São Luiz do Paraitinga. A sessão está prevista para começar às 9h, no Fórum da cidade.
O julgamento terá seis testemunhas e o interrogatório dos dois réus. A sessão poderá se estender ao longo do dia, já que a etapa de debates entre acusação e defesa pode chegar a nove horas.
Matheus foi morto em 30 de abril de 2025, no Centro de Lagoinha. O jovem trabalhava em uma borracharia e também atuava como peão de rodeio, participando de competições da modalidade.
Segundo informações registradas durante a investigação, o crime aconteceu depois que Matheus saiu de uma pastelaria e seguia para o trabalho. A Polícia Civil reuniu depoimentos, imagens de câmeras e elementos periciais durante a apuração.
Investigação
A investigação avançou nos meses seguintes ao crime. Cerca de dez dias após a morte, um suspeito foi preso temporariamente durante uma operação que também resultou na apreensão de celulares e materiais relacionados a chips telefônicos.
Outro suspeito foi preso em julho de 2025 durante a Operação Sicário. Segundo informações divulgadas na época pela Polícia Civil, ele teria declarado participação no crime. A declaração, no entanto, integra o conjunto de elementos da investigação e será analisada no processo judicial.
Em janeiro de 2026, a Justiça realizou a audiência de instrução e julgamento. Na ocasião, quatro réus foram interrogados e 12 testemunhas foram ouvidas. Após essa etapa, o processo avançou para o julgamento pelo Tribunal do Júri.
Apesar de quatro réus terem participado da fase de instrução, a sessão marcada para esta terça-feira prevê o julgamento de dois acusados. As informações disponíveis não esclarecem a situação processual dos outros dois envolvidos ou o motivo pelo qual os julgamentos não ocorrerão na mesma sessão.
Acusação e defesa
O julgamento será o momento em que acusação e defesa apresentarão suas versões diante dos jurados. Serão analisados os depoimentos, interrogatórios e demais provas que integram o processo.
A condição de réu não significa condenação. Os acusados têm direito à defesa e à presunção de inocência até uma eventual decisão judicial definitiva.
Após os depoimentos e interrogatórios, Ministério Público e advogados de defesa apresentarão suas teses aos jurados. Havendo réplica e tréplica, a etapa de debates poderá alcançar até nove horas, considerando a existência de dois réus.
O Conselho de Sentença será responsável por responder aos quesitos apresentados durante o julgamento. Depois da votação, caberá ao juiz presidente proferir a decisão conforme o resultado.
Por causa da quantidade de testemunhas e das diferentes etapas previstas no procedimento, não há horário definido para o encerramento da sessão. O julgamento pode avançar até a noite.
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