Dólar tem nova queda e recua para R$ 3,84 após Fed sinalizar corte de juros
O dólar teve nesta quarta-feira, 19, a segunda queda consecutiva e fechou em R$ 3,8492 (-0,30%). Assim como terça, foi o cenário externo que determinou o ritmo das cotações locais. A sinalização pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de que pode cortar os juros em breve fez a moeda americana zerar a alta e passar a cair,…

O dólar teve nesta quarta-feira, 19, a segunda queda consecutiva e fechou em R$ 3,8492 (-0,30%). Assim como terça, foi o cenário externo que determinou o ritmo das cotações locais. A sinalização pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de que pode cortar os juros em breve fez a moeda americana zerar a alta e passar a cair, renovando uma série de mínimas. Operadores observaram fluxo de estrangeiros durante a tarde, principalmente para a bolsa, que fechou acima dos 100 mil pontos pela primeira vez na história.
Em dia de noticiário local esvaziado, com o foco em Brasília na participação do ministro da Justiça, Sérgio Moro, em audiência pública no Senado, o mercado de câmbio teve oscilações contidas e poucos negócios até o final da reunião do Fed, às 15 horas. Após o comunicado sinalizar que metade dos dirigentes espera um corte este ano e que um dos dirigentes do Fed votou para cortar as taxas já nesta reunião, o dólar passou a cair no exterior e o movimento se replicou aqui.
“O Fed não está longe de cortar os juros”, destaca a economista sênior do banco TD Bank, Leslie Preston. Ela aponta que recentemente mudou suas projeções e agora prevê duas reduções das taxas este ano, no segundo semestre. A economista ressalta ainda que chamou a atenção o número de dirigentes que começou a prever corte de juros em 2019 – 8 de 17 membros – e a intensidade das reduções das projeções futuras dos juros.
“A possibilidade de corte de juros pelo Fed fez o dólar zerar a alta aqui”, destaca o responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem. Ele afirmou ainda que, no mercado local, a expectativa de que a reforma da Previdência vai seguir avançando no Congresso, apesar da derrota do governo terça no Senado com o decreto do porte de armas, é outro fator positivo. Nesta quarta, o presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PL-AM), disse que a percepção é que há “apoio tranquilo” para aprovar o texto na comissão. “Acredito que vamos votar na próxima semana”, disse ele.
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