Dono de autoescola diz que pedido de propina foi ação isolada de instrutor
Estabelecimento foi notificado pelo Detran por cobrar por aprovação em exame


Estabelecimento funciona há quatro anos na cidade
Reprodução
Proprietário do Centro de Formação de Condutor Santa Therezinha, Thalles Moreira, afirma que a acusação de que sua autoescola estaria vendendo aprovação em um exame prático tratou-se de um fato isolado, cuja responsabilidade foi de um dos instrutores da empresa. Ele já teria assumido a culpa à polícia.
A autoescola responde a um processo administrativo do Detran.SP pelo caso de cobrança de propina. No caso, o instrutor teria prometido vantagem para uma candidata mediante a um pagamento extra.
O caso foi parar no 1º Distrito Policial de Taubaté, onde foi registrado como crime de tráfico de influência. No Boletim de Ocorrência consta que o instrutor confessou a prática e isentou a empresa de ter participação no caso.
“Ele já foi demitido por justa causa e agora estamos trabalhando na nossa defesa para que o caso seja esclarecido da melhor forma possível. Em quatro anos, nunca estivemos envolvidos em nada que fosse ilícito e vamos tomar todas as providências cabíveis para que isso não aconteça mais”, afirma o proprietário.
Nesta terça-feira (19), Moreira enviou ao Detran sua carta de defesa. No documento, o proprietário da autoescola se isenta de culpa pelo ocorrido e garante que já tomou as medidas necessárias.
“Todas as medidas judiciais cabíveis serão tomadas contra o ex funcionário, para que a imagem e a transparência da empresa sejam restauradas dignamente”, afirma.
Em outro trecho, o proprietário pede desculpas para todas pessoas que se sentiram prejudicadas neste processo.
“Através deste documento, gostaríamos também de pedir desculpas as partes: examinador envolvido no caso; à superintendência e à diretoria do DETRAN-SP e à candidata envolvida, todos presentes no acontecimento”, diz.
De acordo com o Detran, o estabelecimento pode ser fechado preventivamente por 30 dias. A pena dependerá da investigação que já está sendo realizada pelo órgão. Ela prevê desde a suspensão temporária até a cassação da licença da autoescola.
De acordo com o órgão, de janeiro a julho deste ano, já foram realizadas 460 fiscalizações em todo o Estado. Nesse período, 63 autoescolas foram descredenciadas.
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