Drama brasileiro é aplaudido em ‘Sundance’
Realizado no estado americano de Utah, o Festival de Sundance é famoso por ser uma vitrine de trabalhos independentes americanos e internacionais. Com uma programação que se estende até 1/2, o festival já está em seu sexto dia de programação e vem com destaques tão distintos quanto um documentário sobre cientologia e um drama brasileiro…

Realizado no estado americano de Utah, o Festival de Sundance é famoso por ser uma vitrine de trabalhos independentes americanos e internacionais. Com uma programação que se estende até 1/2, o festival já está em seu sexto dia de programação e vem com destaques tão distintos quanto um documentário sobre cientologia e um drama brasileiro aplaudido de pé pelo público.
É o caso de Que Horas Ela volta?, drama da diretora brasileira Anna Muylaert (Durval Discos). Exibido no domingo (25), o longa estrelado por Regina Casé, único filme latino-americano na competição internacional de dramas do festival, foi ovacionado pela plateia e já teve os direitos de distribuição comprados. A distribuidora europeia de cinema de arte The Match Factory comprou os direitos internacionais do filme. Na trama, Casé interpreta Val, nordestina que deixa a filha Jéssica (Camila Márdila) em Pernambuco para trabalhar como babá em São Paulo. Anos depois, com a chegada de Jéssica para fazer o vestibular na cidade, ela acaba mudando a dinâmica da família para a qual Val trabalha.
Outro destaque é Me, Earl and the Dying Girl, de Alfonso Gomez-Rejon. Com uma carreira que inclui a direção de vários episódios de séries televisivas como American Horror Story e Glee, o cineasta é responsável por uma das surpresas do festival. Parte da competição de dramas americanos, o filme conta a história de Greg (Thomas Mann), um adolescente excluído que é forçado a passar tempo com Rachel (Olivia Cooke), uma menina que ele mal conhece e está morrendo de leucemia. Baseado no livro do autor americano Jessie Andres, que também assina o roteiro adaptado, o longa foi elogiadíssimo e se tornou motivo de cobiça das distribuidoras que garimpam o festival em busca de novos lançamentos.
Um filme nada adolescente, mas também notório, na programação é Going Clear: Scientology and The Prison of Belief. O filme de Alex Gibney – ganhador do Oscar de Melhor Documentário por Um Táxi Para a Escuridão – foca a cientologia, uma religião que faz sucesso entre famosos de Hollywood e foi fundada pelo escritor de ficção científica L. Ron Hubbard. Segundo ele, um tirano intergalático chamado Xenu matou vários de seu próprio povo mandando-os para a Terra e matando-os em vulcões. Os espíritos desses seres extraterrestres se apegam aos corpos humanos e trazem males espirituais, sendo a solução os ensinamentos da cientologia. Acusada de manter campos de trabalho e perseguir ex-membros, no filme de Gibney a religião é dissecada a partir de vários depoimentos – um deles do diretor Paul Haggis, ex-membro da igreja e vencedor do Oscar de Melhor Filme por Crash – No Limite (2004) – , num documentário que afirma que membros são torturados, manipulados e passam por lavagens cerebrais.
Após as polêmicas em torno do lançamento de ‘A Entrevista’, comédia cujo lançamento foi adiado devido a uma ameaça da Coreia do Norte, cujo ditador se irritou com o conteúdo da comédia, James Franco volta aos holofotes ao participar do festival por seu papel em ‘True Story’, do diretor estreante Rupert Goold. No drama policial, Franco é Christian Longo, que assassinou sua mulher e seus filhos e, para fugir da polícia, se apresentava como Michael Finkel, um jornalista americano interpretado por Jonah Hill. O drama foca a relação dos dois, que começaram a se comunicar depois da prisão de Longo.
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