Drone atinge janela de apartamento no 16º andar de prédio em São José

Incidente foi parar na polícia; aparelhos devem seguir regras da Anac

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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Drone modelo DJI Mavic Air, semelhante ao que atingiu prédio no Jardim Aquarius

Redação

Um ano após a regulamentação dos drones no Brasil, um incidente em São José dos Campos evidencia os riscos do uso desses aparelhos em áreas urbanas. Neste sábado (2), a Polícia Civil apreendeu um drone que atingiu o Edifício Quartetto, que fica em frente à praça do Jardim Aquarius, na zona oeste da cidade.

O drone bateu na janela do banheiro de um apartamento no 16º andar do prédio e caiu na sacada do imóvel, que fica a cerca de 50 metros de altura, na noite de quinta-feira (1). O aparelho pesa 430 gramas.  Apesar do susto que causou aos moradores, não houve nenhum dano material.

No dia seguinte ao impacto, o dono do apartamento informou o incidente à administração do condomínio, que decidiu comunicar a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), responsável pelo registro deste tipo de aparelho.

Porém, neste sábado, o caso foi parar na delegacia de polícia depois que um homem se apresentou como amigo do proprietário do drone e exigiu a devolução imediata do aparelho.

Os envolvidos chamaram a Polícia Militar, que orientou registrar a ocorrência no plantão policial. Agora, o drone só poderá ser retirado pelo proprietário com apresentação da nota fiscal à Polícia Civil.

Caso o proprietário não tenha registrado o aparelho na Anac ou não tenha autorização para fazer o sobrevoo na área urbana, ele poderá ser autuado pela infração.

Apesar da regulamentação da Anac, publicada em maio de 2017,  o uso de drones já causou vários incidentes no país.

Em novembro do ano passado, as operações do Aeroporto de Congonhas ficaram paralisadas por mais de duas horas, com cancelamento e desvio de voos, porque um drone entrou na área de tráfego aéreo.

De acordo com a regulamentação da Anac, somente pessoas maiores de 18 anos podem pilotar drones e todo aparelho que pesa mais de 250 gramas deve ser cadastrado na agência –caso do aparelho que atingiu o edifício no Jardim Aquarius.

Para fazer voos sobre multidões é preciso ter autorização expressa ou barreiras que protejam os passantes em caso de queda do aparelho.

A Anac permite voos de até 120 metros de altura, mas a Força Aérea recomenda voos de no máximo 30 metros de altura, já que a partir de 60 metros existe risco de colisão com helicópteros. Além disso, o aparelho deve estar dentro do campo de visão do piloto, isto é, em um raio de 500 metros, no máximo.

O Meon contatou o escritório da Anac em São José, porém a funcionária da área de segrança que atendeu informou que o expediente seria retomado somente nesta segunda-feira.

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