Duo de Taubaté tem mantra como base de som inovador na região
Uma mesma batida durante a música inteira que, aos poucos ganha camadas de som, como se várias cores de fumaça formassem uma figura fluidas e facilmente mutável. Essa pode ser uma definição do som do grupo taubateano Negative Mantras.


Taian Cavalca (à esquerda) e Julito Cavalcante, o duo Negative Mantras
Divulgação
Uma mesma batida durante a música inteira que, aos poucos ganha camadas de som, como um canto de mantra. Essa pode ser uma definição do som do grupo taubateano Negative Mantras.
Misturando dub (reggae psicodélico) e ruídos eletrônicos e orgânicos, o duo formado por Taian Cavalca (programação, teclas, cavaquinho e voz) e Julito Cavalcante (baixo, programação e voz) lança nessa semana o single “Pineal”, primeira música de um EP de 12 músicas que deve sair no segundo semestre.
“Tudo começa com um beat simples, depois vamos acrescentando elementos, ruídos, muitas vozes, um em cima do outro, sem perder aquela primeira base”, define Julito.
Sobre “Pineal”, diz que a música tem a ver com o conceito do EP a ser lançado: as repetições de um mantra e uma espiritualidade calcada nos opostos. “O disco tem a ideia do livro ‘Principia Discordia’ que é quase que uma antirreligião e mostra que é tudo uma coisa só, o bom e o ruim, o caos e a beleza, um faz parte do outro e isso está no nosso som”, explica o baixista.
O trabalho tem influências musicais de Clutchy Hopkins, The Mars Volta, At The Drive-In e Jards Macalé -esse último, uma das referências para o uso do cavaquinho de forma pouco convencional.
Julito, também membro do The Vain, e Taian, do Cabana Café, pretendem fazer shows com o apoio de um VJ para criar projeções em vídeo durante as apresentações.
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