Após acordo, GM revoga demissão dos 798 trabalhadores da montadora
Decisão ainda precisa ser aprovada em assembleia de segunda-feira (24)


Com acordo, funcionários devem voltar ao trabalho nesta segunda
Divulgação
A novela das demissões na fábrica da GM (General Motors) em São José dos Campos sofreu uma reviravolta na noite desta sexta-feira (21). A audiência de conciliação entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos, que representa os trabalhadores da fábrica, terminou com o cancelamento de todas as 798 demissões anunciadas neste mês.
A reunião aconteceu nesta sexta, no Tribunal Regional de Trabalho, em Campinas e se estendeu por mais de três horas. A proposta, que ainda precisa ser votada em assembleia pelos trabalhadores, prevê que, ao invés das demissões, os demitidos entrem em regime de lay-off por cinco meses.
Após esse período, caso hajam demissões, os funcionários demitidos receberiam quatro salários nominais como indenização. Os trabalhadores que escolherem se desligar da GM antes do período de lay-off receberiam o valor relativo aos cinco meses da paralisação, mais os quatro salários da demissão.
Nesta segunda-feira (24), haverá assembleia para discutir a proposta da montadora. A reunião acontece às 5h30 e às 14h30 no portão de entrada da fábrica.
Além do lay-off, a GM também anunciou um programa de demissão voluntária, cujos termos não foram esclarecidos. Ainda segundo o sindicato, a montadora se comprometeu a não fazer retaliações contra os trabalhadores, em greve desde o dia 10 de agosto.
Outro lado
Por meio de nota, a General Motors confirma as informações do sindicato. Mesmo considerando que a posição é positiva, a montadora afirma que o acordo “não resolve a situação de competitividade do Complexo de São José dos Campos”.
Em outro momento da nota, a GM ainda acusa os grevistas por contribuírem para “aprofundar a séria crise que afeta hoje a GM e a indústria automotiva”.
Entenda o caso
No dia 8 de agosto, a montadora demitiu 798 trabalhadores via telegrama alegando que a empresa havia perdido a competitividade ante à crise financeira do setor. Após o anúncio das demissões, os trabalhadores deflagraram greve por tempo indeterminado.
Na última sexta-feira (14), cerca de 2.000 pessoas pararam a via Dutra, na altura do km 146, em protesto contra as demissões. O grupo saiu da fábrica e seguiu até a praça da Igreja São Judas Tadeu.
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