Editora recém-inaugurada resgata clássico latino-americano esgotado há 50 anos
O romance “Dona Bárbara”, obra-prima do escritor venezuelano Rómulo Gallegos, que teve 15 indicações ao Prêmio Nobel e se tornou um dos principais nomes da literatura latino-americana, será relançado pela recém-inaugurada editora Pinard por meio de financiamento coletivo. A última edição do livro no Brasil foi realizada na década de 1970 e teve…

O romance “Dona Bárbara”, obra-prima do escritor venezuelano Rómulo Gallegos, que teve 15 indicações ao Prêmio Nobel e se tornou um dos principais nomes da literatura latino-americana, será relançado pela recém-inaugurada editora Pinard por meio de financiamento coletivo. A última edição do livro no Brasil foi realizada na década de 1970 e teve tradução de Jorge Amado.
Após 50 anos no esquecimento, a obra-prima de Gallegos voltará ao mercado editorial. Escrito em 1929 e considerado “possivelmente o romance latino-americano mais conhecido”, como disse em 1974 a “Hispanic Review”, revista estadunidense focada na publicação dos romances hispânicos, o livro faz uma verdadeira crítica ao confronto entre um mundo civilizado e o bárbaro, este que insiste em permanecer vivo por meio de violentas tradições.
A editora Pinard optou pelo método de financiamento coletivo por meio da plataforma Catarse para possibilitar o orçamento da obra literária. Em campanha há alguns dias nessa plataforma, o projeto editorial já conta com o apoio de mais de 100 pessoas e tem meta de arrecadação de R$ 53,4 mil, com a previsão de impressão de 1 mil livros em edição de capa dura com ilustrações internas coloridas e texto de apoio.
O apoio à publicação de “Dona Bárbara” vai até o dia 3 de abril.Clique aqui.
“Dona Bárbara” foi traduzido para o Brasil pela primeira vez em 1948 pelo famoso escritor Jorge Amado. Na década de 1970, o autor brasileiro fez uma revisão da sua tradução e a obra foi relançada pela editora Guaíra. Depois disso, o livro caiu em total esquecimento, ainda que seja considerada a obra-prima de Rómulo Gallegos, autor que era costumeiramente comparado a Machado de Assis.
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