Editorial: estamos preparados para o período de chuvas?

O verão mal começou e as chuvas -cada vez mais volumosas nessa época do ano-, já começam a preocupar autoridades na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A primeira cidade a sofrer as consequências foi São José dos Campos. Logo no segundo dia da nova estação 21 famílias ficaram desabrigadas e uma […]

Escrito por: Meon Redação3 min de leitura
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O verão mal começou e as chuvas -cada vez mais volumosas nessa época do ano-, já começam a preocupar autoridades na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. A primeira cidade a sofrer as consequências foi São José dos Campos. Logo no segundo dia da nova estação 21 famílias ficaram desabrigadas e uma cratera se abriu na avenida Sebastião Henrique da Cunha Pontes, marginal da via Dutra, e que afeta diretamente moradores da zona sul do município.

Depois, São Sebastião foi a vítima. Dessa vez com consequências ainda maiores. Em uma semana choveu -apenas na costa sul da cidade-, o equivalente a 229 mm. O índice, segundo a Defesa Civil, era previsto pelo plano de contingência do órgão para um período de quatro meses. Para ajudar as vítimas, o Fundo Social de Solidariedade faz uma campanha para receber doações e até uma conta bancária foi criada atender às vítimas.

Tragédias naturais são vistas ano após ano em todo mundo. Aqui em nossa região há dois casos emblemáticos vividos nas viradas dos anos de 1999-2000 e 2009-2010.

O primeiro caso ocorreu em Campos do Jordão. Do dia 1º ao dia 4 de janeiro de 2000, choveu 476 milímetros e um dos principais pontos turísticos da região viveu um drama com consequências trágicas. Cerca de 10 pessoas morreram soterradas. Foi preciso um temporal derrubar dezenas de casas -construídas irregularmente em encostas- para o poder público retirar quem morava em situação de risco. Foram anos para regularizar a situação de milhares de moradores.

A segunda tragédia foi ainda pior. No Réveillon de 2009-2010, São Luiz do Paraitinga ficou submersa. Em dezembro de 2009, foram 602 milímetros de chuva na cidade, 322 a mais do que o esperado.

O volume de água foi tão grande que no dia 1º de janeiro o Rio Paraitinga -que corta a cidade- transbordou e destruiu o centro histórico do município. Como não ficar assustado ao ver a imagem de uma das torres da igreja matriz de São Luiz de Tolosa vir abaixo com a força das águas?

Cerca de 300 prédios, entre padarias, casas, supermercados, farmácias, foram total, ou parcialmente, destruídos. Dos quase 11 mil habitantes, 85% tiveram que deixar suas residências, sendo encaminhados para abrigos ou casas de parentes.

Será que estamos preparados para um novo período de temporais? Após a estiagem, o poder público relaxou ou está prevenido para qualquer tipo de consequência causada pelas chuvas? Existem casos em que não há nada que possa ser feito, já em outras situações recomenda-se ação enérgica do poder público, tanto ao não permitir ocupação em áreas de risco, quanto cuidar para um perfeito escoamento de águas, por meio da limpeza do bueiros e locais onde é necessário dar vazão às águas.

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