Egito concede liberdade sob fiança a líder ativista
Um tribunal egípcio concedeu liberdade sob fiança a Alaa Abdel-Fattah, um dos líderes dos protestos que resultaram na queda do presidente Hosni Mubarak em 2011. O ativista foi preso em novembro do ano passado, acusado de organizar um protesto sem permissão e de atacar policiais. Grupos de defesa de direitos humanos, além de organizações…

Um tribunal egípcio concedeu liberdade sob fiança a Alaa Abdel-Fattah, um dos líderes dos protestos que resultaram na queda do presidente Hosni Mubarak em 2011. O ativista foi preso em novembro do ano passado, acusado de organizar um protesto sem permissão e de atacar policiais. Grupos de defesa de direitos humanos, além de organizações seculares e liberais de jovens, vinham criticando duramente sua detenção. A fiança foi estabelecida em 10 mil libras egípcias (cerca de US$ 1.400). O julgamento será retomado em 6 de abril.
O caso envolve 25 réus, 15 dos quais estavam no tribunal neste domingo. Os outros 10 estão sendo julgados à revelia. Eles são acusados de desobedecer a uma lei adotada recentemente que impõe restrições severas a protestos de rua.
Assim como muitos manifestantes dos protestos de 2011, Abdel-Fattah se opunha ao presidente Mohammed Morsi, um islamita que foi deposto pelos militares em julho. Porém, o ativista também se decepcionou com as políticas adotadas pelos militares e com o governo que eles vêm apoiando desde então.
Segundo os ativistas, o que está ocorrendo é semelhante ao regime de Mubarak, um período de 29 anos marcado por corrupção, agências de segurança infiltradas em vários setores e brutalidade policial. Eles também criticam a repressão violenta contra a Irmandade Muçulmana, de Morsi, que resultou em milhares de prisões e mais de 2 mil mortes desde julho.
O Egito realiza eleições presidenciais em abril e o marechal de campo Abdel-Fattah el Sissi, chefe das forças armadas do país, deve participar da disputa, com grandes chances de vencer. Para ativistas pró-democracia, isso é apenas a confirmação de que a deposição de Morsi teve como objetivo restabelecer um governo militar no país. Fonte: Associated Press.
Posts Relacionados

Padre morre após ser atingido por cruz durante missa transmitida ao vivo no Equador

Papa Leão XIV recebe alta hospitalar após cirurgia para tratar câncer de pulmão

Tesla Roadster promete acelerar a 100 km/h em menos de 1 segundo e até flutuar
