‘Em Chamas’, a dimensão poética do cinema
Em Chamas, do coreano Lee Chang-Dong, é um desses raros filmes em que uma história em aparência pequena se torna grande. Imensa, aliás. Jong-soo (Yoo Ah-in) é um modesto entregador de mercadorias que, um dia, reencontra a vizinha de infância, Hae-mi (Jeon Jong-Seo). Começam um caso, mas logo ela viaja para a África e pede ao rapaz que tome…

Em Chamas, do coreano Lee Chang-Dong, é um desses raros filmes em que uma história em aparência pequena se torna grande. Imensa, aliás. Jong-soo (Yoo Ah-in) é um modesto entregador de mercadorias que, um dia, reencontra a vizinha de infância, Hae-mi (Jeon Jong-Seo). Começam um caso, mas logo ela viaja para a África e pede ao rapaz que tome conta do gato que tem em seu apartamento. Na volta, a garota aparece acompanhada de outro jovem, Ben (Steven Yeun).
Forma-se um exótico triângulo amoroso, mas longe das convenções desse tipo de relacionamento. Jong-soo é um escritor em potencial; Ben é inteligente, envolvente e tem muito dinheiro; a garota é um mistério em si. O clima, aliás, é misterioso e surpreendente. Discute-se literatura, fala-se de amor, mas de outras coisas também. Um deles confessa ser autor de alguns delitos intrigantes e gratuitos. Adaptado de um conto do japonês Haruki Murakami, Em Chamas é também uma discussão de como a literatura se acomoda à linguagem do cinema.
Em Chamas/Buh-Ning
(Coreia do Sul/2018, 148 min.) Dir. de Lee Chang-Dong, com Yoo Ah-In, Steven Yeun, Jeon Jong-seo
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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