Em São José, Lula convoca militância do PT para apoiar Padilha na RMVale

Em visita a São José dos Campos nesta quinta-feira (28), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de ato público e convocou a militância do partido na região para apoiar a campanha do candidato ao governo estadual Alexandre Padilha (PT), que conta com apenas 5% das intenções de voto dos eleitores no Estado.

Escrito por: João Pedro Teles4 min de leitura
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Em visita a São José dos Campos nesta quinta-feira (28), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de ato público e convocou a militância do partido na região para apoiar a campanha do candidato ao governo estadual Alexandre Padilha (PT), que conta com apenas 5% das intenções de voto dos eleitores no Estado.

Para a plateia, a maioria militantes de São José dos Campos e outras cidades da região, Lula admitiu que trata-se de uma campanha difícil para Padilha, mas que crê na virada do candidato petista nas eleições de 5 de outubro. Para tanto, o ex-presidente pediu empenho da militância.

“A campanha está apenas começando e duvido que haja alguém mais preparado do que o Padilha. Em São Paulo só quem faz política para o pobre é o governo federal. Aliás, antes do PT, só restava ao trabalhador aplaudir a elite que estava em cima do palanque”, disse Lula em seu discurso, que durou cerca de 30 minutos.

“Hoje, depois de 12 anos de governo do PT, o filho do pedreiro ou da empregada doméstica tem a chance de estudar para virar doutor. Por isso, o petista deve ter orgulho de colocar a camisa do partido, a faixa do Padilha na frente de casa e ajudar a virar esse jogo”, completou o ex-presidente.

Além de resgatar o histórico do partido para engajar o público, Lula também alfinetou a gestão do governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB), que nasceu e começou sua trajetória política em Pindamonhangaba. A atual crise hídrica de São Paulo e o projeto de transposição do Rio Paraíba foi duramente criticada durante o seu discurso.

“Estão há mais de 30 anos à frente do Estado e nunca se preocuparam em aumentar os reservatórios. O Alckmin diz ter orgulho de ser da região, mas no primeira oportunidade, em ano de eleição, quer fazer um projeto que tira a água do Vale do Paraíba para abastecer a Grande São Paulo. Tenho certeza que o Padilha vai fazer a região nunca mais querer um tucano como governador”.

Outro alvo do ex-presidente foi a rede estadual de educação. De acordo com Lula, o Estado mais rico do país não pode pagar “apenas o décimo maior salário para os professores”. A greve da USP (Universidade de São Paulo) também mereceu críticas do ex-presidente.

Padilha
O candidato ao governo do Estado, Alexandre Padilha, ressaltou que, a menos de 40 dias para as eleições, este é praticamente o início da campanha. Padilha aposta no debate e no confronto de ideias como os principais trunfos para alavancar sua candidatura.

“Agora é hora de mostrar propostas e ter mais visibilidade com os programas de televisão. Vamos fazer as mudanças que nenhum deles fizeram em todos os anos que estão no governo”, afirmou.

O ex-ministro da Saúde ressaltou ainda os investimentos que fez na região enquanto assumia a pasta no governo federal, como a liberação de recursos para o Gacc (Grupo de Apoio a Criança com Câncer) assinada no ano passado e a implantação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), inaugurado na última semana em São José.

“Além disso, também vamos trazer a Faculdade de Medicina para a cidade, por meio do programa Mais Médicos”, acrescentou.

Evento
O ex-presidente Lula chegou à praça Afonso Pena, no centro de São José, por volta das 18h acompanhado de Alexandre Padilha, do prefeito Carlinhos Almeida (PT), da candidata a deputada federal Amélia Naomi (PT) e do candidato a deputado estadual Isaac do Carmo (PT).

Desde às 15h30, o centro da cidade já contava com bandeiras na esquina e em quase toda a rua 15 de Novembro. Cerca de 250 cabos eleitorais representantes de diferentes candidatos a deputado faziam bandeiraço. Conforme apurado pela reportagem, cada um deles ganhou, em média, R$ 30 pelo trabalho.

Antes do discurso, o grupo seguiu em carro aberto até a praça da Igreja da Matriz. No curto caminho, o público se espremia para conseguir tirar uma foto de Lula e arremessava bonés, bandeiras e camisetas para que o ex-presidente autografasse.

Comércio
A passeata movimentou o comércio informal do centro. O vendedor de churrasco, Julio Cesar Almeida, comemorou o faturamento. De acordo com o vendedor, foram 200 espetinhos vendidos até o fim da noite. “Normalmente vendo 50. Todo dia podíamos ter uma passeata como essa”, diz.

Já os comerciantes e funcionários das lojas da Rua 15 de Novembro aproveitaram para assistir a passagem do ex-presidente antes de fechar as portas. “Aqui todo mundo tentou ver um pouquinho, alguns são contra, outros são a favor, mas o Lula é uma personalidade, né?”, afirmou o vendedor Paulo César Ribeiro.

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