Em São José, Mercadante defende ‘diálogo’ para a reorganização escolar
Ministro da Educação critica transferência de alunos e mobilidade


Mercadante visitou escola em São José dos Campos
Adriano Pereira/Meon
O ministro da Educação Aloizio Mercadante defendeu a abertura de diálogo entre o Estado, pais e alunos sobre a reorganização escolar proposta pelo governo estadual. Mercadante esteve em São José, nesta sexta-feira (13), para visitar as instalações do programa ‘Escola Interativa’ e anunciar o acordo inédito entre a prefeitura e o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica).
Durante a visita, o ministro afirmou que o momento é delicado para o assunto, mas que o Estado precisa explicar as diretrizes da proposta. “O MEC [Ministério da Educação] tem que ter delicadeza em tratar problemas das redes, seja na esfera estadual ou municipal, pois trabalhamos em parceria. Pedagogicamente, há discussão sobre a reorganização, existindo uma recomendação de que nem sempre é recomendável colocar crianças de faixas etárias diferenciadas em uma mesma escola”.
Uma problemática apontada pelo ministro é a mobilidade dos alunos. “O problema está quando você tira a criança de uma escola próxima para outra mais longe. É o transtorno para as famílias, por conta da mobilidade”, critica.
“Esses empecilhos acabam gerando esses ruídos e, neste momento, é preciso diálogo da Secretaria de Educação com pais e estudantes, evitando esse tipo de dificuldade”, acrescenta.
Discussão
Neste sábado (14), as 25 escolas da rede estadual do Vale do Paraíba que serão afetadas pela medidas, organizarão o ‘Dia E’. O encontro vai reunir representantes de grêmios e alunos para esclarecer dúvidas dos estudantes e pais. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o objetivo do ‘Dia E’ é informar onde os estudantes estarão matriculados no próximo ano letivo e explicar os motivos que levaram a pasta a adotar a medida.
PNE
O ministro apresentou, durante visita, os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) quanto às metas do (PNE) Plano Nacional de Educação. A taxa de analfabetismo teve redução de 4,6%, nos últimos 14 anos. A meta era atingir 6,5%.
“O analfabetismo está concentrado na faixa dos 60 anos e o desafio é atrair o trabalhador rural a estudar. Mas, os resultados estão acontecendo. Queremos associar o Ensino Médico com o técnico, por meio do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).

Ministro criticou a logística para a transferência dos alunos
Adriano Pereira/Meon
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