Emily Lima desabafa sobre jogo do Brasileiro na Paraíba: ‘Uma bagunça’

A expectativa de uma vitória expressiva do São José EC na última rodada do Campeonato Brasileiro de futebol feminino acabou se destituindo após o Botafogo-PB surpreender e quase empatar o confronto da última quarta-feira (30), que terminou em vitória da Águia do Vale por 2 a 1.

Escrito por: Thiago Fadini3 min de leitura
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Treinadora criticou imprensa na área técnica e falta de documentação

Thiago Fadini/Meon

A expectativa de uma vitória expressiva do São José EC na última rodada do Campeonato Brasileiro de futebol feminino acabou se destituindo após o Botafogo-PB surpreender e quase empatar o confronto da última quarta-feira (30), que terminou em vitória da Águia do Vale por 2 a 1.

Ao comentar o triunfo, a técnica joseense Emily Lima foi enfática e creditou o ‘sufoco’ passado pela equipe em João Pessoa ao relaxamento do elenco por ter feito o primeiro gol.

“Nós perdemos a chance de matar o jogo no primeiro tempo. Nós fomos dando oportunidade para elas crescerem e pra elas acreditarem, e aconteceu isso. Então já é um mal da nossa equipe, a gente não acaba logo com o jogo quando tem que acabar. Nós tivemos três ou quatro oportunidades claras no primeiro tempo”, analisou.

No entanto, para a comandante as causas da derrota não se restringiram apenas à questões dentro das quatro linhas. Os problemas surgiram antes e durante a partida nos vestiários e na área técnica destinada ao São José.

“Foi uma loucura aquilo, uma bagunça. Era gente passando para lá e para cá na frente do nosso banco de reservas, tinha imprensa na a minha área técnica e eu não pude ficar. Fazia muito tempo que não passava por um jogo como esse”, desabafou.

“O árbitro nem conferiu as carteirinhas das nossas atletas. Poderia ter colocado uma menina de outro lugar e ele nem ia saber se era atleta do São José ou não. Não pediu nada de atleta nenhuma. Fora a situação do estádio, que é lamentável. Os vestiários nem cadeira têm, nenhum dos banheiros funcionam”, completou Emily Lima.

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Próximo jogo da Águia será contra o Centro Olímpico, no Martins Pereira

Thiago Fadini/Meon


Desfalque de peso
Apesar do triunfo depois dos ‘perrengues’ enfrentados, as Meninas da Águia saíram com um grande prejuízo. Durante o jogo, Emily Lima foi expulsa pela arbitragem e ficará de fora do duelo contra o Centro Olímpico, favorito ao título, no próximo domingo (4), no Martins Pereira. Na súmula, o quarto árbitro justificou a exclusão da treinadora por conta de um xingamento. Emily negou ter insultado o juiz e diz que o time vai recorrer à CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

“Nossa atleta caiu machucada e o médico estava longe, dentro da ambulância, sendo que ele tem que ficar entre os nossos bancos de reservas. Ele demorou dez minutos para atender nossa atleta. O quarto árbitro me expulsou por conta disso, porque eu reclamei da demora do médico. Aí teve uma falta em que abri os braços e reclamei. O árbitro em si não me expulsou, foi o quarto árbitro”, relatou a comandante joseense.

Por fim, Emily Lima comparou a estrutura do Campeonato Paulista com a do Campeonato Brasileiro, se mostrando à favor da organização do torneio estadual. “O Campeonato Paulista é totalmente organizado com três árbitros, nem há quatro árbitros, exceto na final. Quando a gente chega lá e vê tudo aquilo eu penso sobre quem está certa, a Federação (Paulista de Futebol) ou a CBF?”, concluiu.

Procurada para comentar as críticas, a CBF não respondeu ao Meon até o fechamento desta reportagem.

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