Vale do Paraíba registra mais de 166 mil admissões no primeiro semestre de 2026

Região abriu 7.159 empregos formais entre janeiro e junho; serviços lideraram contratações, seguidos pelo comércio e pela indústria

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
carteira de trabalho

O mercado de trabalho do Vale do Paraíba terminou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo na geração de empregos formais. Entre janeiro e junho, foram registradas 166.902 admissões e 159.743 desligamentos, resultado em um saldo de 7.159 vagas com carteira assinada.

Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e abrangem 39 municípios da região.

Somente em junho, foram 26.530 trabalhadores contratados e 25.160 desligamentos, deixando um saldo positivo de 1.370 empregos formais.

Serviços lideram contratações

O setor de serviços foi responsável por mais da metade das admissões registradas no Vale do Paraíba durante os seis primeiros meses do ano. Foram 90.242 contratações, o equivalente a 54,39% do total.

Na sequência aparecem o comércio, com 42.143 admissões (25,40%), e a indústria, com 19.646 contratações (11,84%).

O cenário se repetiu em junho. Dos 26.530 trabalhadores contratados no mês, 13.981 foram admitidos pelo setor de serviços, que respondeu por 52,70% das vagas. O comércio veio em seguida, com 7.020 admissões (26,46%), enquanto a indústria registrou 3.350 contratações (12,63%).

Perfil de quem conseguiu emprego

O levantamento também mostra o perfil dos trabalhadores admitidos na região no primeiro semestre.

Os homens representaram 53,45% das contratações, enquanto as mulheres responderam por 46,55%.

Em relação à escolaridade, o ensino médio completo foi predominante entre os profissionais contratados, representando 71,20% das admissões.

Já entre as faixas etárias, os jovens de 18 a 24 anos concentraram a maior parcela das contratações, com 27,52% do total.

Para Isabel Razante, executiva regional da Employer Recursos Humanos de Taubaté, os números mostram a diversidade da economia regional e a capacidade de diferentes setores de continuar gerando oportunidades.

Segundo ela, o cenário também reforça a necessidade de acompanhar as demandas das empresas e preparar os profissionais para as transformações do mercado de trabalho.

Trabalho temporário ganha espaço

Além das contratações efetivas, o trabalho temporário aparece como uma alternativa para empresas que precisam reforçar suas equipes em períodos de maior demanda.

De acordo com Isabel, essa modalidade também pode facilitar a entrada ou o retorno de profissionais ao mercado formal.

No Brasil, o primeiro semestre terminou com 13.966.352 admissões e 13.044.707 desligamentos, resultando em saldo positivo de 921.645 empregos com carteira assinada. Apenas em junho, foram criados 145.161 postos formais.

Na modalidade temporária, foram 537.181 admissões e 507.127 desligamentos no país entre janeiro e junho, com saldo positivo de 30.054 vagas.

Quais são os direitos do trabalhador temporário?

O trabalhador contratado temporariamente tem registro em carteira e direitos previstos na legislação. Entre eles estão pagamento de horas extras, descanso semanal remunerado, 13º salário e férias proporcionais ao período trabalhado.

Também há recolhimento de FGTS e o período de trabalho conta para a contribuição previdenciária, conforme as regras aplicáveis.

A legislação permite que o contrato temporário tenha duração de até 180 dias, consecutivos ou não, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias nas condições previstas em lei.

A efetivação pela empresa pode ocorrer antes do término do contrato. Para quem busca uma oportunidade, a modalidade pode representar não apenas uma fonte de renda, mas também uma porta de entrada para uma contratação permanente.

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