Vale do Paraíba registra saldo positivo de 2,8 mil empregos formais em agosto

Região teve 27.742 contratações no mês, com destaque para os setores de serviços e comércio; trabalho temporário representou 6,51% das admissões

Escrito por: Rubens Baracho3 min de leitura
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O Vale do Paraíba registrou 27.742 admissões e 24.906 desligamentos de trabalhadores com carteira assinada em agosto, resultando em saldo positivo de 2.836 empregos formais. Os dados são do Novo Caged, levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego.

Os setores de serviços e comércio concentraram a maior parte das contratações na região. Juntos, responderam por 22.031 admissões, o equivalente a 79,41% do total registrado no mês.

O setor de serviços liderou, com 15.207 contratações, representando 54,82% das admissões. Na sequência aparece o comércio, com 6.824 (24,60%). A indústria registrou 3.492 contratações (12,59%), enquanto a construção teve 1.956 (7,05%). A agropecuária contabilizou 263 admissões (0,95%).

Perfil dos trabalhadores contratados

Entre as pessoas admitidas em agosto, 53,79% eram homens e 46,21% mulheres. O ensino médio completo foi a escolaridade predominante, com 19.451 contratações, correspondentes a 70,11% do total.

A faixa etária de 18 a 24 anos concentrou 27,35% das admissões, seguida pelos trabalhadores de 30 a 39 anos, que representaram 24,76%.

Os números abrangem os 39 municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, incluindo São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Caraguatatuba, Ubatuba e São Sebastião.

Trabalho temporário ganha espaço no segundo semestre

Em agosto, a região de Taubaté registrou 1.806 admissões de trabalhadores temporários, o equivalente a 6,51% das contratações contabilizadas no período.

No estado de São Paulo, foram 61.303 admissões nessa modalidade. Em todo o Brasil, o número chegou a 83.950.

Segundo Isabel Razante, executiva regional da Employer, a contratação temporária permite que empresas reforcem suas equipes em períodos de maior demanda, como os meses que antecedem as festas de fim de ano.

“O trabalho temporário permite que as empresas tenham mais flexibilidade para reforçar suas equipes nos períodos de maior movimento. No segundo semestre, datas como o Dia das Crianças, a Black Friday e as festas de fim de ano podem aumentar a demanda por mão de obra e abrir novas oportunidades de trabalho”, afirma.

Brasil cria 165,8 mil empregos formais em agosto

No cenário nacional, o Brasil registrou 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos em agosto, com saldo positivo de 165.827 empregos com carteira assinada.

Os serviços lideraram a geração de vagas, com saldo de 110.346 postos de trabalho. A construção teve resultado positivo de 20.848 vagas, seguida pela indústria, com 16.613, pelo comércio, com 16.565, e pela agropecuária, com 1.452.

Quais são os direitos do trabalhador temporário?

O trabalho temporário é regulamentado pela Lei Federal nº 6.019/1974. A modalidade permite a contratação para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços.

O trabalhador tem direito ao registro formal e a benefícios previstos na legislação, como pagamento de horas extras quando aplicável, descanso semanal remunerado, 13º salário e férias proporcionais, além dos depósitos do FGTS e da contribuição previdenciária.

O contrato pode ter duração de até 180 dias, consecutivos ou não, com possibilidade de prorrogação por até 90 dias adicionais, desde que permaneçam as condições que justificaram a contratação temporária. A efetivação pela empresa pode ocorrer durante ou após esse período.

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