Empresa fornecedora da Embraer pode encerrar as atividades em Caçapava
A empresa Grauna Aerospace, de Caçapava, que já teve 690 funcionários e conta atualmente com 140, pode fechar as portas caso o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não libere o dinheiro para que sejam regularizados os depósitos do FGTS e as férias dos funcionários, em atraso há quatro anos.


Empresa fornecedora da Embraer pode encerrar as atividades em Caçapava
SindMetal/SJC
A empresa Grauna Aerospace, de Caçapava, que já teve 690 funcionários e conta atualmente com 140, pode fechar as portas caso o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) não libere o dinheiro para que sejam regularizados os depósitos do FGTS e as férias dos funcionários, em atraso há quatro anos.
Nesta segunda-feira (4), um grupo de funcionários da empresa fornecedora da Embraer vai realizar um protesto em frente à sede do BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio de Janeiro.
Os trabalhadores exigem que o banco libere o dinheiro para as regularizações exigidas. O BNDESPar (BNDES Participações) detém 40% das ações da Graúna, que encontra-se em processo de recuperação judicial e acumula uma dívida trabalhista de R$ 1,2 milhão.
A empresa também deve para fornecedores de máquinas e equipamentos, o que coloca em risco a continuidade de suas atividades. A Graúna fornece peças usinadas das aeronaves KC-380, E-Jet 170, E-Jet 190, Legacy e Ipanema, todos produzidos pela Embraer.
Em 2013, a Graúna vendeu o prédio onde funciona a fábrica por R$ 6,4 milhões e parte deste dinheiro, cerca R$ 2,4 milhões, foi bloqueado pelo BNDES, em razão de um empréstimo feito em 2010.
“Para que a Graúna não encerre as atividades, o BNDES tem de liberar esse dinheiro. Do contrário, serão mais 140 desempregados em Caçapava. Mas não vamos entregar os pontos. O governo tem de intervir e impedir que a Graúna dê as costas para os trabalhadores”, afirma o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Edmir Marcolino da Silva.
Segundo o sindicato, a crise se agravou com o processo de desnacionalização da produção da Embraer, que vem reduzindo gradualmente seus contratos com as fornecedoras instaladas no Brasil.
“A Embraer recebe recursos do BNDES, mas em vez de gerar emprego no Brasil está sucateando sua rede de fornecedores no país e transferindo a produção de peças para suas subsidiárias espalhadas pelo mundo. Esse processo ter de ser imediatamente revertido”, conclui Edmir.
Outro lado
O Meon entrou em contato com a Embraer, que até o fechamento da matéria não enviou uma resposta sobre os comentários do diretor do sindicato.
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