Empresas têm até as 16h desta terça para apresentar proposta e evitar atrasos em ônibus na RMVale
Sindicato dos Condutores prevê manifestações em garagens de São José, Jacareí, Taubaté e Caçapava na madrugada de quarta-feira (24)

O Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba estipulou um prazo limite até as 16h desta terça-feira (23 de junho) para que as empresas de transporte coletivo apresentem uma nova proposta de reajuste salarial para a categoria. Caso o setor patronal não formalize um documento com avanços nas negociações, a entidade sindical prevê a realização de atos nas garagens na madrugada de quarta-feira (24), o que pode provocar atrasos na saída dos coletivos nos municípios de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Caçapava. Uma greve geral, contudo, ainda não está confirmada.
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O ultimato foi anunciado pelo presidente do sindicato, Ronaldo Costa, após o término da terceira rodada de negociações com a categoria patronal, realizada nesta segunda-feira (22). O encontro terminou sem um consenso que a diretoria considerasse viável para ser levado à votação em assembleia com os trabalhadores.
As concessionárias de transporte público da região, representadas nas mesas de negociação regional pela associação Busvale, solicitaram o prazo adicional até o fim da tarde de terça-feira para formular e apresentar uma nova contraproposta. Diante disso, o sindicato optou por aguardar o horário limite antes de decretar os próximos passos das manifestações da campanha salarial.
Ronaldo Costa assegurou que o atendimento aos passageiros da RMVale ocorrerá sem qualquer alteração na madrugada e ao longo de todo o dia de terça-feira.
“Amanhã (terça) não tem atraso na saída dos carros e não tem paralisação”, garantiu o dirigente sindical.
A liderança explicou que a extensão do prazo reflete a intenção da entidade de esgotar as vias de diálogo e mitigar os impactos diretos sobre a rotina dos usuários do sistema de transporte. A mobilização nas portas das garagens será adotada como medida de pressão apenas se houver recusa ou ausência de uma proposta patronal considerada satisfatória.
Até o momento, a campanha salarial acumula três rodadas de debates sem a assinatura de uma nova convenção coletiva. De acordo com o balanço divulgado pelo sindicato, as tratativas avançaram em termos iniciais na primeira reunião, mas estagnaram na segunda oportunidade.
A terceira rodada, ocorrida nesta segunda, manteve o cenário de impasse técnico e financeiro sobre os índices de reajuste nos salários, readequação de benefícios e cláusulas sociais, motivando a convocação do novo teto de horários para esta terça-feira.
Foto: Reprodução/Cláudio Vieira/PMSJC



