Entre paredões e a hidrelétrica em Canindé de São Francisco
Navegação entre paredões de rochas esculpidas pela ação da natureza vai se firmando como um dos principais passeios em Sergipe


Em pequenos botes para até 5 pessoas, turistas são conduzidos entre os paredões do Cânion do Xingó
Claudio Marques/Estadão
Leva-se três horas na viagem até Canindé de São Francisco. São 212 quilômetros desde Aracaju para chegar a uma das principais atrações do Estado de Sergipe, o Cânion do Xingó, onde a terra seca e a caatinga deram lugar a um grande lago formado pelas águas represadas do Rio São Francisco para a construção da Hidrelétrica do Xingó. Em lugar da natureza árida, uma atração turística criada pela intervenção humana que vai se firmando como cada vez mais procurada.
O restaurante Karranca’s é o ponto de partida para o passeio de catamarã (R$ 90; com traslado desde Aracaju, total de R$ 170) que, cercado por verde, nem de longe lembra a paisagem árida que se esperaria do sertão. São cerca de 20 minutos até o ponto de parada no píer que fica perto do cânion; por ali há uma área em que é permitido nadar, delimitada por uma rede que vai até 10 metros de profundidade.
São os pequenos botes a remo para cinco ocupantes que levam os turistas a desbravar os corredores entre paredões rochosos que afunilam cada vez mais o percurso. A sensação é de pequenez e respeito diante dos entalhes feitos pela ação do tempo nas rochas metros acima. Bom seria ter um barquinho particular para poder parar ali no meio, deitar e deixar o olhar curtir o céu, os paredões e o silêncio.
Mais para frente, a passagem se fecha. É hora de voltar. Dentro d’água, cercados pela rede, outros turistas esperam a vez de subir nos botes e conhecer esse belo canto do mundo. Mesmo para quem não quer entrar na água, o píer flutuante tem acomodações – mesa e bancos – para jogar conversa fora. Na volta a Canindé de São Francisco, pilotos de jet ski fazem manobras radicais nas águas do Rio São Francisco, que naquele ponto são calmas.
Também é possível ver tudo isso do alto, de helicóptero. O sobrevoo inclui a hidrelétrica, permitindo ampla vista dos sistemas de geração de energia elétrica, além da região ao redor Custa R$ 150 o passeio rapidíssimo, com duração de 4 minutos, por sobre a barragem. Por R$ 250, o voo vai até Piranhas, já em Alagoas, e por R$ 500, o helicóptero leva até o Cânion do Xingó para uma observação do alto. O voos são operados pela MF Tur (79-3346-1184). A Top Tur (79-3179-5050) também faz passeios à região.
Mais por lá
Na Serra do Chapéu de Couro, o Xingó Parque Hotel é uma boa opção de hospedagem na região para quem não quer fazer bate-volta. Diárias começam em R$ 278: xingoparquehotel.com.br.
Canindé de São Francisco faz parte da chamada Rota do Cangaço, formada pelos lugares por onde passou o mítico bando de Lampião. Não muito longe, mas já em Alagoas, a Grota Angico é um dos principais pontos de visitação da rota. Compre o passeio nas agências locais.
PARTICIPE
Quer saber tudo sobre as cidades da região? Mande um WhatsApp para o número (12) 98218-4888 e passe a receber as principais notícias e informações da região no seu celular através do aplicativo.
Faça parte do grupo Meon, fique bem informado e convide seus amigos para participar também!
Informação de qualidade a um clique de distância.
Posts Relacionados

Bienal Literária de Taubaté recebe inscrições de escritores e editoras até 24 de outubro


Fundação Cultural de São José disponibiliza guia online com programação de setembro
