Envio de cartas sobrevive à Era da Tecnologia. O motivo? O gesto bonito
Em tempos em que a tecnologia avança a cada dia e que pessoas se comunicam por e-mail, telefonemas, redes sociais e, principalmente, por meio dos aplicativos de celular, ainda há quem prefira a troca de cartas enviadas pelo Correios. O motivo? Um gesto bonito.


Guilherme Guedes envia cartas para a namorada que mora em Salvador
Reprodução/Facebook Guilherme Guedes
Em tempos em que a tecnologia avança a cada dia e que pessoas se comunicam por e-mail, telefonemas, redes sociais e, principalmente, por meio dos aplicativos de celular, ainda há quem prefira a troca de cartas enviadas pelo Correios. O motivo? Um gesto bonito.
A joseense Vanessa Oliveira, 14 anos, escolheu as cartas para se comunicar com uma amiga que mora em São Paulo. “Nós utilizamos esse recurso das cartas exatamente porque achamos diferente e uma forma muito mais bonita de se comunicar. Começamos a nos escrever no ano passado”, conta.
“Eu uso o Facebook, uso todos os tipos de meio de comunicação, mas pelo fato da carta ser algo mais difícil de enviar, mais trabalhoso, enobrece o momento, deixa mais fofo [risos]”, explica Guilherme Guedes, 23 anos, que troca cartas com a namorada que mora em Salvador, na Bahia.
Segundo os Correios, em todo o mundo houve uma redução de 8% no envio de correspondência. No Brasil, o volume de cartas tem se mantido estável, mas a tendência é que, a médio prazo, o Brasil siga a tendência internacional.
O aposentado Pedro Flauzino, 72 anos, sempre escreveu cartas em datas comemorativas e não pretende parar. “Envio cartas no Natal e fim de ano. Troco cartas com um casal que foram meus primeiros vizinhos e com minha irmã. Faço desde novinho, minha mãe sempre enviava para os filhos e netos, e ainda temos esse hábito”, conta.
Já Guilherme começou a enviar cartas querendo fazer uma surpresa para a namorada. “A carta representa algo que é diferenciada dos outros meios de comunicação, tornando-a mais elegante, romântica. Representa os velhos tempos, das pessoas que se comunicavam a distância por cartas e criava aquela expectativa para o encontro”, diz.
Atualmente, é possível redigir uma carta diretamente no site dos Correios, que se encarrega de imprimi-la em uma unidade próxima ao destinatário e a realizar a entrega, mais rápida e com menores custos logísticos.
Curiosidade
No dia 1º de agosto de 1843, entrou em circulação a primeira emissão postal brasileira e o Brasil foi o segundo país do mundo e o primeiro das Américas a adotar o selo postal como comprovante de franqueamento.

Vanessa Oliveira guarda com carinho as cartas da amiga de São Paulo
Vanessa Guedes/Arquivo pessoal
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