Especial Metrópole Magazine: A hora e a vez dos criativos (05/2017 – edição 27)

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Escrito por: Meon Redação16 min de leitura
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Confira a reportagem publicada na 27ª edição da Metrópole Magazine, que circulou em maio de 2017, sobre as startups que surgem no Vale do Paraíba, principalmente em São José dos Campos que se firma como celeiro tecnologia e inovação.

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A hora e a vez dos criativos. Matéria publicada na edição 27 em maio de 2017 

Pedro Ivo Prates

A hora e a vez dos criativos

Por Eliane Mendonça

Tente adivinhar: qual o resultado se juntarmos um grupo de jovens com uma boa ideia na cabeça, espírito empreendedor, disposição para execução e pouco dinheiro no bolso? Se respondeu uma startup, você acertou.

Nos últimos anos, a região do Vale do Paraíba, em especial a cidade de São José dos Campos, têm se firmado como um celeiro de startups no país. Por aqui, novas empresas inovadoras e bastante promissoras nascem todos os dias. Algumas delas, já conquistaram destaque e crescimento suficiente para chamar a atenção de grandes investidores e se firmarem como grandes apostas da economia da região.

E os exemplos são muitos: Quero Educação, Justto, Agronow, Kuadro, Guichê Virtual, SoluCX, Colégio Planck e QMágico, só pra citar algumas.

Para se ter uma ideia do volume, segundo números da ABS (Associação Brasileira de Startups), há atualmente 4.217 startups cadastradas. São Paulo é o estado com maior número de startups, com um total de 1315 empreendimentos inovadores, seguida por Minas Gerais (365 startups) e Rio de Janeiro (341). Na região do Vale do Paraíba, a estimativa é que existam hoje cera de 100 startups _15 delas estão no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Segundo o executivo da Google, André Barrence, que é diretor do Campus São Paulo do Google e do Google For Entrepreneurs, o Google acredita que todas as regiões do Brasil têm potencial para criar negócios empreendedores. “Mas no caso do Vale do Paraíba, em especial, a proximidade de centros tecnológicos de excelência é um fator muito positivo”, disse.

Para ele, a onda de startups veio para ficar. “No começo, esse fenômeno parecia ser apenas uma febre, talvez nutrida pelo surgimento e ascensão meteórica de startups como Uber e outras, além da admiração por outros ecossistemas de inovação, especialmente o Vale do Silício. Hoje, no entanto, as startups se tornaram parte importante de uma nova economia digital que surge no país, e cujos protagonistas são os empreendedores”, disse.

Segundo ele, o Google acredita e aposta tanto nisso que inaugurou em 2016 o Campus São Paulo, um espaço dedicado a empreendedores e profissionais liberais.

Renato Mendes, que é sócio de uma aceleradora de negócios, mentor da Endeavor Brasil, uma organização de apoio a empreendedores, e autor da coluna “Cabeça de Startup” da revista Época, também concorda que a onda das startups não é uma fase passageira. “Na minha época, para ser cool um garoto de 20 e poucos anos tinha uma banda de rock. Hoje em dia a onda é ter uma startup”, disse.

Segundo ele, essa tendência se deve a vários fatores, mas principalmente à transformação geracional. “Antes, os jovens eram educados para procurar emprego, ter um trabalho de carteira assinada, com salário no final do mês. Os jovens de hoje buscam trabalho”, disse.

E outra mudança que, segundo ele, veio com as startups é a ideia de que uma grande empresa precisa estar próximo do mercado consumidor. “A era digital quebra essa lógica. Hoje, a empresa não precisa estar num grande centro para ter sucesso. Só precisa de uma grande ideia”, disse.

Para o empreendedor e investidor anjo Marcelo Salomão, que já morou no Vale do Silício, a região do Vale do Paraíba já chama a atenção. “Nesta região eu destacaria a cidade de São José dos Campos como uma das mais promissoras. Já estou de olho na movimentação de startups da cidade, há algum tempo”, disse.

Segundo ele, uma startup de sucesso precisa ter, acima de tudo, capacidade de execução. “Ideias boas, inovadoras e capacidade de colocar isso em prática rapidamente. É isso que faz uma startup ser altamente atrativa e é isso que os investidores procuram”, disse.

Entre as características da região que podem colaborar com a criação de um ecossistema forte para startups ele também cita a presença de universidades de ponta, como o ITA. “Mas para uma cidade ou região se firmar como um polo de startups é imprescindível o apoio do poder público. Hoje o Brasil é muito defasado em relação à legislação empresarial. É preciso criar mecanismos de incentivo para que essas empresas, que têm uma dinâmica própria, possam se desenvolver”, disse.

Prefeitura lança projeto Startup São José

De olho nesse mercado crescente e no potencial econômico promissor das startups até a prefeitura da cidade já está se mexendo. A Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico já anunciou que está elaborando uma legislação específica para atrair e fixar startups na cidade.

A ideia da administração é criar inclusive uma estrutura física para subsidiar startups iniciantes, um projeto que a prefeitura está chamando de “Startup São José”.  O projeto foi apresentado pelo secretário, Alberto Marques, durante uma reunião com as startups, no final do mês passado.

De acordo com o projeto apresentado, a Startup São José será instalada no Parque da Cidade, nos galpões que antes abrigavam a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “Estamos certos que este é o local ideal. Temos espaço suficiente para instalarmos as empresas, para área administrativa e até um local para implantarmos um espaço de convivência cool, no estilo Google, onde a criatividade desses empreendedores possa fluir com mais facilidade”, disse.

Segundo ele, o número de startups já instaladas na cidade fez com que a prefeitura assumisse o compromisso de criar mecanismos para facilitar a instalação dessas empresas. “Nós ainda não temos um cadastro de startups. Mas, é impressionante a quantidade de pessoas talentosas e startups promissoras que temos na cidade. Apoiá-las com certeza é o caminho mais óbvio e a prefeitura está empenhada nisso. Esperamos publicar a Lei da Inovação, com regras específicas para as startups, com foco na desburocratização e incentivo, ainda no primeiro semestre deste ano”, disse.

Segundo o secretário, a prefeitura ainda sonha mais alto. “Temos a ideia de instalar um alojamento para que a cidade possa receber startups de outros países em nossa cidade”, disse.

O secretário concorda que a burocracia é um grande entrave para a instalação das empresas. “Acho perfeitamente possível que a legislação abra mão do habite-se, por exemplo, na abertura de empresas e conceda um alvará provisório de um ano, prazo para se providenciar o documento com tranquilidade, enquanto a empresa já está funcionando. Precisamos facilitar a vida das empresas e criar aqui um ambiente propício para retenção de talentos na cidade”, disse.

O prefeito Felício Ramuth (PSDB) também já se mostrou um grande entusiasta das startups e assumiu o compromisso com as empresas, durante a reunião, de fazer o que for possível para que os talentos fiquem na cidade.

“Não podemos nos dar o luxo de perder as mentes brilhantes que temos aqui. Meu sonho é, um dia, poder passar pela Cassiano Ricardo e, ao invés de ver várias vaquinhas no pasto, poder ver vários unicórnios”, disse, tirando aplausos da plateia.

Na linguagem das startups, unicórnio é uma empresa que vale US$ 1 bilhão. No Brasil, ainda não existem unicórnios.

O que é uma startup?

Mas, afinal, o que é uma startup? Certamente você já ouviu essa palavra, que está em alta por aí. Mas poucos sabem realmente o que é.

Na verdade, há várias definições. Mas, especialistas ouvidos são unânimes em dizer que startup não é simplesmente uma empresa nova que está começando. Nem uma forma diferente de chamar uma empresa pequena, ou uma empresa de base tecnológica. Muito menos uma empresa divertida.

“Uma startup pode ser um pouco de tudo isso ao mesmo tempo. Mas, nada disso a define. Startup é uma empresa desenvolvida para ter altíssimo crescimento e que, em poucos anos, pode valer milhões de dólares”, explica Bernardo de Pádua, CEO da Quero Educação.

Conheça um pouco de algumas das startups mais promissoras da região:

Quero Educação

A Quero Educação é a startup com o escritório mais cool da região. Não é à toa que é chamada de a Google do Vale do Paraíba.

Idealizada por três ex-alunos  do ITA, Bernardo de Pádua, Lucas Andrade Gomes e Thiago Brandão, a empresa está instalada em um prédio de 2.000 m², na avenida São João.

A empresa administra o site Quero Bolsa, plataforma online de comparação de faculdades, cuja missão é ampliar e melhorar o acesso ao ensino superior. Em 2016, a Quero Educação conquistou o apoio da Y Combinator, maior aceleradora de startups do mundo.

A Quero Educação começou só com seus três fundadores e hoje tem 180 funcionários. No último ano cresceu mais de cinco vezes. Em 2015, a empresa teve faturamento de R$ 4,9 milhões e, no ano seguinte, viu esse número saltar para R$ 25 milhões. E não para por aí: a previsão para este ano é dobrar esses números. No segundo semestre do no passado, a plataforma teve 10 milhões de usuários.

De acordo Bernardo, CEO da Quero Educação, a empresa foi criada para atender às necessidades das instituições de preencher vagas ociosas e democratizar o acesso ao ensino superior no país.

“Nosso país tem apenas cerca de 14% da população adulta com ensino superior, em contraste com os Estados Unidos, que têm 45%. É esse quadro que queremos ajudar a mudar. Queremos ajudar cada vez mais alunos a realizarem seus sonhos através da educação. E isso tem dado muito certo”, disse.

Além de bons números, a Quero Educação se destaca por sua cultura diferenciada. A gestora de felicidade da empresa, Lindsey Bueno, conta que sua função é promover a qualidade de vida e bem estar entre os funcionários. “O objetivo é oferecer um ambiente em que a pessoa possa ser ela mesma e ser feliz na posição que ela ocupa”.

Para atingir esse objetivo, a empresa tem sala de jogos, aulas de inglês, aulas de dança, yoga e meditação, ginástica laboral, karaokê e um pub. Tudo isso dentro da empresa. Além disso, os funcionários tem almoço e lanches à disposição a qualquer hora, como biscoitos, frutas, cereais, pães e bebidas diversas. “Em um dia da semana, temos a noite da pizza. Sexta-feira é o dia da cerveja”, disse.

E tudo isso num ambiente com tobogã e piscina de bolinhas bem no meio do escritório.

Agronow

Um mapeamento que estima, informa e projeta a produtividade agrícola em menos de um minuto, com alta taxa de acerto (acima de 90%) e a um preço viável a todos os produtores rurais. Esta solução, fundamental para a melhoria do agronegócio mundial, é oferecida pela Agronow.

Sob a forma de plataforma web, a ferramenta da Agronow utiliza imagens de satélites e tecnologia baseada em conceitos termodinâmicos para determinar a produtividade agrícola, permitindo um total diagnóstico da safra. O processo, além de muito simples, consegue levantar informações de colheitas passadas, permitindo quadros comparativos e análises históricas, criando um verdadeiro big data do campo.

Na prática, o mapeamento oferece ao agricultor a possibilidade de localizar pragas, aplicar insumos de maneira mais eficiente, identificar áreas mais e menos eficientes e, o mais importante, prever quanto a safra vai produzir, além de fornecer dados sobre o atual estágio do cultivo.

Segundo Antonio Morelli, CEO da Agronow, a ferramenta oferece ao agricultor a possibilidade de entrar em uma nova era de informação do campo.

“Trata-se de uma quebra de paradigma sobre quem pode ter acesso a satélites no agronegócio brasileiro. Chegamos para revolucionar o mercado”, diz Morelli.

Ele explica que o mercado dispõe de análises semelhantes, com mapas de produtividade, umidade, temperatura, além dos índices de vegetação, de área foliar e de vegetação ajustado ao solo, feitas por engenheiros em campo e com taxa de acerto inferior, que chegam a custar 500 vezes mais e demoram meses para ficar pronta. O mapeamento oferecido pela Agronow custa a partir de R$ 19 por mês.

E o negócio tem dado super certo. Pelo ineditismo e pela capacidade de ganhar escala global entre grandes produtores de grãos, como os americanos, europeus e australianos, a Agronow despertou a atenção do mercado e, em fevereiro de 2016, recebeu aporte do Fundo Inovação Paulista (FIP), entrando para o portfólio de empresas da SP Ventures, gestora do FIP. Os recursos, na ordem de R$ 2,5 milhões, serão direcionados para o desenvolvimento de novos produtos e à internacionalização da marca, além de reforço na estratégia de marketing.

As operações comerciais da empresa começaram em novembro de 2016, gerando cerca de R$ 50 mil de faturamento. Para o ano de 2017 a estimativa é chegar ao primeiro milhão.

Com uma taxa de crescimento no último trimestre (de novembro de 2016 a janeiro de 2017) superior a 260%, a Agronow espera chegar a 2.500 usuários em 2017 e, em cinco anos, a 10 mil.

“Criamos a Agronow para que qualquer proprietário rural tenha acesso a dados relevantes, promovendo a inclusão tecnológica, independentemente de seu poder aquisitivo ou tamanho da sua propriedade”, explica Morelli. “Colocamos o monitoramento por satélites sobre o sítio, fazenda ou região de interesse do usuário ao alcance de um clique. Queremos ajudar a cultivar o futuro e colher os benefícios da antecipação de informações essenciais ao planejamento e gestão em todos os níveis do agrobusiness”, finaliza o CEO.

Guichê Virtual

Esta é mais uma startup formada por três ex-alunos do ITA: dois engenheiros aeronáuticos _Thiago Carvalho (CEO) e Halyson Valadão_ e um engenheiro da Computação _Rodrigo Barbosa .

A empresa entrou em operação no início de 2013 com capital próprio dos sócios. Em 2016 recebeu sua primeira rodada de investimentos, liderada pela gestora de capitais Kaszek Ventures – fundo liderado por Hernan Kazah e Nicolas Szekasy, Cofundador e ex-CFO do Mercado Livre, respectivamente.

O Guichê Virtual conecta passageiros às empresas de viagens para a venda de passagens de ônibus online. A plataforma oferece a empresas de ônibus e passageiros, praticidade na compra e venda de passagens, além de segurança nas transações.

O diferencial da empresa é não trabalha com intermediários na compra de passagens e, por isso, conseguem oferecer às companhias de transporte rodoviário as melhores taxas. Para os passageiros, a empresa oferece cancelamento gratuito, diversos meios de pagamento e a melhor experiência de compra.

Segundo informações do CEO da empresa, a ideia surgiu em meados de 2012, quando os sócios identificaram uma oportunidade no mercado. “Percebemos que havia uma grande dificuldade de encontrar informações sobre os horários de ônibus, rotas e empresas. Também vimos que a compra de passagens de ônibus por meio da internet não era nada prática. Então, decidimos reunir todas as informações em um só lugar, e tornar fácil a venda online de passagens rodoviárias”, disse.

A empresa não divulga faturamento mas destaca que tem atingido altos índices de crescimento. A empresa começou com apenas três sócios, e hoje tem mais de 60 colaboradores.

Segundo os sócios, eles escolheram São José dos Campos para se instalar por conta da localização privilegiada, presença de empresas de grande porte, além das diversas startups que escolheram a região para inovar. “Graças a esse ambiente inovador, a região é considerada um dos maiores polos tecnológicos e de inovação do país, um verdadeiro terreno fértil para o empreendedorismo”, disse Thiago.

Justto

Na contramão das startups instaladas em São José que são, em grande maioria, formadas por engenheiros ex-alunos do ITA, esta startup foi formada por dois advogados: Alexandre Viola e Michelle Morcos.

A plataforma oferece pela internet serviços de arbitragem e conciliação extrajudicial. Alexandre, o CEO da empresa, conta que a ideia surgiu em 2011, quando ele e sua sócia detectaram, no dia-a-dia da profissão, as dificuldades pra resolução eficiente de conflitos.

No começo, ele conta, foram muitas as dificuldades. “Não sabíamos muito bem o que era ser uma startup.  Depois, aprendemos a fazer e aí o negócio deslanchou”, disse.

A empresa, segundo ele, passou pelo processo de mentoria da aceleradora ACE e recebeu um aporte de R$ 1 milhão de investidores.

Com a negociação de acordos consumidor com empresas, por exemplo, conseguiu reduzir em 46% os gastos com processos e baixar em 30% o valor médio pago nas condenações. A expectativa é faturar 1 milhão de reais em 2017.

“Essa área de resolução de conflitos com o consumidor é uma área que gera muitos gastos para as empresas. Há estimativas que indicam gastos de R$ 124 bilhões por ano com conflitos. É exatamente nesse ponto que atuamos”, disse.

Segundo ele, a taxa de sucesso nas negociações é de cerca de 70%. “Conseguimos por meio da nossa plataforma, finalizar negociações que durariam anos, em apenas alguns dias”, disse.

A empresa, que começou apenas com dois sócios, hoje tem 20 funcionários. E a taxa de crescimento tem se mantido em 30% ao mês. “Mas, pelo tamanho do mercado, ainda temos muito espaço pra crescer”, disse.

Em janeiro deste ano, a empresa foi apontada pela revista Exame como uma das sete startups mais promissoras da área jurídica.

Além disso, no final de abril, a Justto apareceu no ranking dos 100 negócios brasileiros mais atraentes na visão do mercado e prontas para receber investimentos. A lista é resultado de um processo anual que envolve especialistas do mercado, como aceleradoras, investidores e grandes empresas, e reconhece os negócios que mais despertaram interesse em grandes instituições.

Kuadro

Mais uma startup voltada para a área da educação, a Kuadro é um cursinho online focado em vestibulares difíceis como ITA, IME, USP, Unicamp e cursos concorridos pelo ENEM (medicina, engenharia e direito).  Tem todo o suporte de um cursinho tradicional, com monitoria, orientação pedagógica, plantão de dúvidas e exercícios. Mas tudo é online e sem perder a qualidade. Atualmente, segundo Bruno Werneck, que é o CEO da empresa, é o 6º cursinho que mais aprovou no ITA e está entre os melhores do país.

Idealizada por um engenheiro eletrônico formado no ITA e a bióloga Lucimara Ancleto, formada pela UFMG, a empresa foi lançada em 2012, oferecendo videoaulas sobre conteúdos do ensino médio gratuitamente no YouTube e também em um blog.

Segundo Bruno, a ideia de criar a empresa surgiu da vontade de resolver um problema que eles enfrentaram na adolescência: o alto custo do acesso à educação de qualidade. “Hoje, oferecemos preparação nos mesmos padrões de cursinhos como Poliedro, Anglo e Objetivo, mas por um preço cerca de 10 vezes menor. Assim, acreditamos que fazemos nossa contribuição no sentido de democratizar o acesso à educação de qualidade”, disse.

Segundo ele, a empresa começou apenas com ele e sua sócia. Em 2015, o Kuadro começou o pré vestibular focado no ITA e a equipe cresceu para 8 pessoas, contando com os professores. Hoje, a empresa emprega 47 pessoas, incluindo professores, pessoal administrativo, monitores, designers e desenvolvedores.

Ele não divulga o faturamento, mas diz que pode afirmar que o faturamento de 2017 será 16 vezes maior que o faturamento de 2015.

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