SP: Ricardo Nunes admite dificuldades para ajustar tarifa de ônibus
Prefeito falou sobre o assunto durante Diplomação

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), abordou nesta quinta-feira (19) a necessidade de um reajuste na tarifa de ônibus para o ano de 2025, afirmando que será “difícil” manter o valor congelado. Desde 2020, a tarifa da capital permanece em R$ 4,40, sem qualquer alteração, mesmo com uma inflação acumulada de 32,77% nesse período, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) do IBGE. Caso a tarifa fosse corrigida integralmente pela inflação, o novo valor seria de pelo menos R$ 5,84. No entanto, o prefeito garantiu que o ajuste será inferior à inflação total, afirmando que “não haverá aumento completo”, mas sim uma correção parcial.
Nunes também confirmou que a revisão do valor da tarifa está sendo estudada por sua equipe, com o objetivo de encontrar uma solução que contemple uma atualização razoável para os usuários sem aplicar o índice completo da inflação. A previsão é que o reajuste, quando anunciado, seja abaixo dos índices mais elevados.
Em um evento marcado pela diplomação oficial dos eleitos, que contou com a presença do vice-prefeito, coronel Mello Araújo (PL), e dos 55 vereadores eleitos, Nunes aproveitou para adiantar algumas mudanças em seu secretariado. Entre as confirmações, destaca-se a permanência de Luiz Carlos Zamarco na Secretaria de Saúde. Além disso, Fabrício Cobra Arbex deixa a Casa Civil e assumirá a Secretaria das Subprefeituras no lugar de Alexandre Modonezi. A Procuradoria-Geral do Município será ocupada por Luciana Nardis, que sucede a falecida Marina Magro.
O prefeito também sinalizou a manutenção de outros nomes do atual governo, como Edson Aparecido (Governo) e Elisabete França (Urbanismo e Licenciamento). Embora haja possibilidade de Elisabete assumir a Secretaria de Habitação, a ideia de criar novas pastas, como a de Mananciais ou de Defesa dos Direitos dos Animais, não foi confirmada. Está em estudo, no entanto, a recriação da Secretaria de Planejamento, que foi desativada durante a gestão de João Doria.
Outro ponto relevante tratado por Nunes foi a estratégia de movimentação de vereadores no secretariado, que pode facilitar a entrada de suplentes na Câmara Municipal. O ex-vereador Paulo Frange (MDB), que não foi reeleito, pode ser contemplado com uma nova secretaria, permitindo sua volta à Câmara. Por outro lado, a estratégia pode dificultar a ascensão do vereador Rodrigo Goulart (PSD) a uma pasta, já que seu suplente, Carlos Bezerra, não é bem visto dentro do governo.
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