PM aposenta tenente-coronel preso suspeito de matar a esposa

Oficial ainda vai receber salário integral na reserva da corporação

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A Polícia Militar do Estado de São Paulo oficializou, nesta quinta-feira (2), a transferência para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso preventivamente pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

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De acordo com portaria da Diretoria de Pessoal da corporação, o oficial passa à inatividade com direito à aposentadoria pelos critérios proporcionais de idade, mantendo vencimentos integrais com base no último salário da ativa.

Remuneração e processo administrativo

Segundo dados do Portal da Transparência do Governo de São Paulo, o salário bruto do tenente-coronel girava em torno de R$ 28 mil. Com a aposentadoria proporcional, o valor deve ficar próximo de R$ 20 mil mensais.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que foi instaurado um conselho de justificação, que pode resultar na perda do posto e da patente, além da expulsão da corporação. O processo administrativo segue em andamento, mesmo após a transferência para a reserva.

Além disso, o inquérito policial militar que investiga o caso está em fase final e deve ser encaminhado ao Judiciário.

A defesa do oficial afirmou que o pedido de aposentadoria foi uma decisão pessoal, após o cumprimento de sua trajetória na corporação.

Investigação por feminicídio

A morte de Gisele Alves Santana ocorreu em 18 de fevereiro, em um apartamento no bairro Brás, na região central da São Paulo. Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência passou a ser investigada como feminicídio qualificado e fraude processual.

O tenente-coronel foi preso preventivamente em 18 de março e permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e se tornou réu no caso.

Indícios apontam inconsistências

Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, há um conjunto de evidências que afastam a hipótese de suicídio.

Entre os elementos analisados estão laudos periciais, depoimentos e dados extraídos de dispositivos eletrônicos, que apontariam contradições no relato do oficial, possíveis indícios de manipulação da cena e sinais de violência anterior à morte.

O exame necroscópico indicou que o disparo ocorreu com a arma encostada na cabeça da vítima, em uma trajetória considerada incompatível com um tiro autoinfligido.

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