Tirso Meirelles defende “Plano Brasil” durante evento Protagonistas do Brasil

Presidente da Faesp destaca que agro salvou o PIB em 2025

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto3 min de leitura
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O evento do Grupo Protagonistas do Brasil, realizado em São Paulo, reuniu lideranças empresariais, autoridades públicas e formadores de opinião em um ambiente marcado por diálogo estratégico, networking qualificado e troca de experiências sobre os rumos do país. Reconhecido por conectar decisores e estimular reflexões sobre desenvolvimento econômico, inovação e políticas públicas, o encontro consolida-se como um espaço relevante para o debate de temas que impactam diretamente o futuro do Brasil.

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Entre os destaques, o presidente do Sistema FAESP/SENAR-SP, Tirso Meirelles, que defendeu a construção de um Plano Brasil voltado à garantia da soberania do agronegócio, ressaltando a importância do setor para a economia nacional e sua relevância no cenário global.

Com o tema “Protagonismo e Resiliência”, Meirelles reforçou que o campo é o principal motor da economia nacional, sendo responsável por alimentar cerca de 800 milhões de pessoas em todo o mundo.

Os números apresentados impressionam: em 2025, o agronegócio cresceu 11,7%, sustentando 32,8% de toda a expansão do PIB brasileiro. No estado de São Paulo, o setor registrou uma alta de 7,7%. “O produtor rural é o alicerce da nossa economia, garantindo 1/3 do açúcar e 70% do suco de laranja consumidos globalmente”, destacou o presidente.

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Alerta Geopolítico e Custos

Apesar da liderança global, Meirelles acendeu o “alerta vermelho” para a dependência externa de insumos. Ele pontuou que o conflito entre EUA e Irã no Golfo Pérsico atinge diretamente o bolso do produtor paulista, com projeções de alta de até 15% no diesel e nos fertilizantes.

“Colhemos hoje os frutos amargos da falta de planejamento estratégico nacional. Exportamos petróleo bruto e importamos subprodutos caros por falta de refinarias que ficaram apenas na promessa”, criticou.

Defesa Institucional e o PL 5122

Outro ponto crítico abordado foi a crise financeira que asfixia o setor. Atualmente, a inadimplência no agro chega a quase 8%, e apenas 10% da produção brasileira conta com seguro rural — um contraste drástico com os 90% de cobertura nos EUA.

Para reverter esse cenário, a FAESP intensificou a articulação em Brasília pelo PL 5122/2023, que propõe o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a renegociação de dívidas agrícolas. “Precisamos de um ‘Plano Brasil’ de longo prazo, com seguro rural real e soberania na produção de fertilizantes”, defendeu Meirelles.

Sustentabilidade

O presidente encerrou destacando o compromisso ambiental do setor, lembrando que o produtor brasileiro é o único no mundo que preserva biomas nativos (Reserva Legal e APP) com recursos próprios. A meta apresentada pela federação é clara: intensificar a tecnologia no campo para continuar alimentando o mundo sem a necessidade de novos desmatamentos.

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