Estrangeiros se dividem na hora de torcer para as seleções da Copa

Alguns estrangeiros que moram em São José dos Campos estão divididos na escolha para qual seleção torcer nesta Copa do Mundo: país de origem ou Brasil? O peruano Neil Tanaka, por exemplo, mora há dez anos na cidade e já sabe qual camisa vai vestir.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro3 min de leitura
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Estrangeiros se dividem na hora de torcer para as seleções da Copa (Reprodução/Facebook)

Estrangeiros se dividem na hora de torcer para as seleções da Copa

Reprodução/Facebook

Alguns estrangeiros que moram em São José dos Campos estão divididos na escolha para qual seleção torcer nesta Copa do Mundo: país de origem ou Brasil? O peruano Neil Tanaka, por exemplo, mora há dez anos na cidade e já sabe qual camisa vai vestir.

“Estou torcendo para o Brasil sim. Infelizmente o Peru não está na Copa e faz tempo que não participa [risos]. Supondo que a seleção do meu país de origem estivesse na Copa, estaria torcendo para ela”, assume Neil. O peruano também já morou nos Estados Unidos e Japão, mas não torceria para nenhum desses dois países.

“Entre Japão e Brasil, continuo torcendo para o Brasil. Da mesma forma se fosse entre EUA e Brasil, estaria torcendo para o Brasil. Talvez porque sei que o Brasil tem mais chance. Já o Kevin, meu filho, que nasceu nos Estados Unidos, torce mais para os americanos”, conta Neil.

Uma outra família com estrangeiros também se divide na hora de torcer. Enzo Paulsen e sua mulher Susana vieram do Chile para São José há cerca de 30 anos com o filho Sebastian e aqui tiveram outros três filhos. “A princípio, vou torcer pelo meu Chile, é onde nasci, é o meu país e dos meus pais e irmãos”, diz Enzo, com o patriotismo característico chileno.

No caso da seleção chilena ser eliminada e o Brasil continuar na competição, Enzo vai trocar de camisa. “Não quero que o Chile seja eliminado. Se acontecer, sou Brasil” diz.

“Há 30 anos tive que abandonar o Chile com muita dor no coração, mas foi a mão de Deus que me fez escolher este maravilhoso país para viver e onde nasceram três dos meus quatro filhos. Então, é impossível não ficar com o coração dividido quando jogam os dois times um contra o outro, mas o sangue é mais forte”, declara Enzo.

Já os três filhos de Enzo que nasceram em São José torcem somente para o Brasil. “Até a morte”, segundo o pai. “Mas mesmo sendo brasileiros, dentro deles corre o sangue chileno [risos]”, diz Enzo.

Estrangeiros na RMVale
No último levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), feito de 2000 a 2010, o número de estrangeiros residentes na RMVale caiu 11,2% na década. Os dados mostram que 7.376 nascidos no exterior viviam nas 39 cidades da RMVale em 2000. Em 2010, eram 6.547 pessoas.

Em 2010, a cidade da RMVale que registrou o maior índice de estrangeiros foi Ilhabela com 219 pessoas, seguida de São José dos Campos, onde moram 2.824 estrangeiros. A queda segue uma tendência do país, onde o número de estrangeiros residentes caiu 15,4% em uma década.

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