Estreante do ano na F-2, Tsunoda leva Japão de volta à F-1 após 7 temporadas
SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – A AlphaTauri anunciou que o japonês Yuki Tsunoda será o companheiro de Pierre Gasly no time na temporada 2021. O piloto de 20 anos foi o terceiro colocado e o melhor estreante na Fórmula 2 ano passado, e tem a carreira marcada por um progresso impressionante na base: em 2013, ele ainda estava nos karts. A partir…

SÃO PAULO, SP (UOL-FOLHAPRESS) – A AlphaTauri anunciou que o japonês Yuki Tsunoda será o companheiro de Pierre Gasly no time na temporada 2021. O piloto de 20 anos foi o terceiro colocado e o melhor estreante na Fórmula 2 ano passado, e tem a carreira marcada por um progresso impressionante na base: em 2013, ele ainda estava nos karts. A partir daí, ele ficou alguns anos na Fórmula 4 no Japão até ir para a Europa em 2019 na Fórmula 3, subir para a Fórmula 2 em 2020 e Fórmula 1 em 2021.
Com isso, faltam apenas duas vagas para serem confirmadas na F-1, e nas duas melhores equipes: Lewis Hamilton ainda não assinou sua renovação e a Red Bull ainda não anunciou quem será companheiro de Max Verstappen.
Com a carreira apoiada pela Honda e, nos últimos anos, também pela Red Bull, ele será o piloto mais jovem do grid em 2021 e o primeiro nascido em 2000 a chegar à categoria máxima do automobilismo, e de quebra levará o Japão de volta ao grid depois de um hiato de sete anos, desde que Kamui Kobayashi deixou a categoria, em 2014, quando corria pela Caterham.
“Como a maioria dos pilotos, sempre foi minha meta correr na Fórmula 1, então estou muito contente com a notícia”, disse Tsunoda. “Quero agradecer à AlphaTauri e ao Dr. Marko (consultor da Red Bull e que cuida do desenvolvimento dos jovens pilotos) por me darem essa oportunidade, e claro a todos da Honda por seu apoio até aqui na minha carreira, dando-me grandes oportunidades de correr na Europa. Eu sei que vou carregar a esperança de muitos fãs japoneses da F-1 ano que vem e estarei fazendo o meu melhor para eles também.”
Marko revelou que a ambição que Tsunoda demonstrou o impressionou positivamente. Mesmo reconhecendo que teve dificuldades culturais em se adaptar à Europa principalmente no início de 2018, logo que chegou do Japão, Tsunoda mudou-se para a Suíça, perto da base de seu time na F3 e focou em melhorar, fazendo uma parte final de campeonato brilhante, o que motivou a Red Bull a lhe dar a chance na Carlin no ano seguinte na F-2. E ele mais uma vez não apenas impressionou, como mostrou um progresso constante ao longo da temporada.I
Isso, diante de muita pressão: caso Tsunoda não chegasse pelo menos em quinto no campeonato e conseguisse, assim, a superlicença para dar o último passo rumo à F-1, Marko deixou claro que ele perderia o apoio e teria de voltar a correr no Japão. Mas ele foi terceiro, atrás do campeão Mick Schumacher, que vai correr na Haas, e de Callum Ilot, que será piloto reserva na Ferrari ano que vem.
E ele comemorou “comendo um bom sushi”. Mas onde encontrar um bom sushi vivendo agora na Inglaterra? O japonês explica que a qualidade não tem muito a ver com o restaurante. “O sushi tem um gosto diferente quando você está comemorando. Se você tem um ano bom e come sushi, o gosto é normal, mas se você tem uma boa notícia e come sushi, o gosto é diferente – mesmo se for o mesmo sushi.”
Tsunoda ficará com a vaga do russo Daniil Kvyat, de 26 anos, que conquistou três pódios – dois pela Red Bull, antes de ser substituído por Max Verstappen durante a temporada 2016, e um pela Toro Rosso, em 2019.
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