Estudante de São José conquista medalha de bronze em competição internacional de astronomia e astrofísica

Jovem soma mais de 30 premiações em olimpíadas do conhecimento

Escrito por: Bruna Caroline4 min de leitura
fundo_placeholder-023136
Pedro Ivo Prates/Instituto Alpha Lumen
Miguel Diniz Santos (Pedro Ivo Prates/Instituto Alpha Lumen)

Um estudante de São José dos Campos conquistou medalha de bronze em uma competição internacional de astronomia e física. O evento este ano foi remoto e realizado no fim do mês de outubro.

Além da medalha de bronze conquistada pelo Miguel Diniz Santos, estudantes brasileiros conquistaram mais dez medalhas na Global e-Competition on Astronomy and Astrophysics (GeCAA). Ao todo foram cinco medalhas de ouro, duas de prata e quatro de bronze conquistadas por estudantes brasileiros na competição.

Medalhista

O estudante de São José, Miguel de 18 anos, é aluno do terceiro ano do ensino médio e foi premiado na categoria individual com medalha de bronze. Ele conta que ser premiado em uma olimpíada internacional foi por muito tempo inimaginável, então ele não sabia como lidar. Mas as sensações foram de “extrema alegria e satisfação, e um pensamento de que tudo havia valido a pena”.

Participar da competição em um cenário de pandemia não foi fácil. Miguel conta que o maior desafio enfrentado durante a competição foi o processo de seleção da equipe brasileira, devido à adaptação para o formato virtual.

“Então, acredito que o maior desafio pra mim nesse processo, foi o impacto mental da pandemia e da quarentena, que inevitavelmente geram um certo desânimo e cansaço mental, onde você se pergunta ‘Eu não posso nem mesmo sair na rua e viver minha vida, por que eu iria passar o dia inteiro estudando, ainda mais para competir com pessoas tão boas?’ Mas como eu disse, isso é rebatido apenas com disciplina e com o pensamento: não custa tentar, né?”, acrescenta o estudante.

E essa não foi a primeira vez que o jovem foi premiado em uma olimpíada. “Minha primeira medalha em olimpíada foi ainda quando estudava em escola pública: um bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas, no 8° ano do Ensino Fundamental”.

Ele conta que no 9° ano do Ensino Fundamental, foi aprovado num processo seletivo e entrou na escola em que estuda atualmente, onde recebeu todo o preparo necessário para a nova conquista: “tive a chance de participar de muitas olimpíadas nacionais em diversas áreas: Física, Química, Biologia, Matemática, Geografia, História, etc. Inclusive, tive a chance de participar de uma olimpíada internacional de matemática em equipes na China (WMTC), na qual compus a equipe que representava o meu colégio, e também conquistei uma medalha de bronze. Graças a esse grande número de participações em olimpíadas científicas, acabei sendo premiado em algumas delas, totalizando 33 premiações, além da premiação na GeCAA”, conta Diniz.

Instituto Alpha Lumen

Pedro Ivo Prates/Instituto Alpha Lumen
Pedro Ivo Prates/Instituto Alpha Lumen

Miguel estuda no Instituto Alpha Lumen (IAL). Ele foi um dos dois alunos do instituto selecionados para representar o Brasil na GeCAA.

O instituto está presente em diversas olimpíadas estudantis.

Além de criar competições, como a Olimpíada Internacional de Matemática e do Conhecimento (OIMC) e o Torneio Brasileiro de Sustentabilidade (TBS), ele participa, com seus aprendizes, de cerca de 50 olimpíadas existentes, entre nacionais e internacionais.

“Para o IAL, as Olimpíadas do Conhecimento representam uma oportunidade de aprendizagem que vai além de conteúdos. Os estudantes participam de processos que fomentam competências como a colaboração e socialização, com colegas que muitas vezes são de outros países, determinação e resiliência e os preparam para enfrentar desafios. As olimpíadas são, principalmente, uma estratégia de motivação que instiga os estudantes a explorar novas áreas do conhecimento e se aprofundar naquelas que tem sinergia com seus interesses gerando um grande crescimento intelectual e pessoal”, relata Nuricel Villalonga Aguilera, diretora fundadora do Instituto Alpha Lumen.

Para preparar os estudantes para as competições, o instituto oferece cursos que incluem atividades como “aulas, laboratórios, simulados, visitações a Institutos de Pesquisa, mentorias com profissionais das áreas abordadas nas competições, estudos dirigidos com estudantes já medalhados e palestras com pesquisadores que são referência”, explica Nuricel.

GeCAA

A GeCAA foi organizada pelo Comitê internacional da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA) e foi promovida como alternativa remota à olimpíada deste ano, que seria realizada na Colômbia e teve de ser adiada devido à pandemia.

A competição aconteceu de 25 de setembro a 23 de outubro. Contou com a participação de 279 estudantes na competição individual e mais 154 estudantes na competição de grupo, de 40 países.

O Brasil foi representado por 20 estudantes selecionados pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Eles receberam treinamento online entre os meses de março e agosto, com o apoio do Observatório Nacional/MCTI.

Tags:destaqueeducaçãorotativoPublicado em: