EUA acusam Julian Assange de conspiração por meio de ciberpirataria
Os Estados Unidos acusam o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, preso na Embaixada do Equador em Londres nesta quinta-feira, 11, de conspiração por meio de ciberpirataria em 2010. Assange pode ser condenado a até cinco anos de prisão. Segundo documentos judiciais dos EUA, divulgados apenas nesta quinta, o criador do WikiLeaks agiu ao lado da…

Os Estados Unidos acusam o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, preso na Embaixada do Equador em Londres nesta quinta-feira, 11, de conspiração por meio de ciberpirataria em 2010. Assange pode ser condenado a até cinco anos de prisão.
Segundo documentos judiciais dos EUA, divulgados apenas nesta quinta, o criador do WikiLeaks agiu ao lado da ex-analista de inteligência americana Chelsea Manning, antes chamado Bradley Manning. Assange teria ajudado Chelsea a obter uma senha para acessar milhares de documentos de defesa confidenciais e, em seguida, divulgá-los.
Washington já pediu a extradição de Assange, informou a polícia britânica. “Esse é um mandado de extradição nos termos da Seção 73 da Lei de Extradição. Ele comparecerá sob custódia à Corte de Magistrados de Westminster o mais rápido possível.”
O Equador revogou o asilo diplomático concedido em 2012 a Assange por violar “repetidamente as regras” que regeram sua permanência na sede diplomática, afirmou o presidente Lenín Moreno nesta quinta. Quito também decidiu retirar a nacionalidade equatoriana concedida ao hacker.
Assange no tribunal
O fundador do WikiLeaks compareceu diante de um tribunal em Londres horas depois de ser preso na embaixada equatoriana. Assange fez um gesto para a imprensa com o polegar para cima quando entrou no tribunal, carregando o livro “A História do Estado de Segurança Nacional” do americano Gore Vidal.
O advogado americano de Assange condenou os EUA por pedirem a extradição de um “jornalista estrangeiro” para enfrentar acusações por “publicar informações verdadeiras”. Os tribunais britânicos “vão resolver o que parece ser um esforço prévio dos EUA para obter a extradição de um jornalista estrangeiro para enfrentar acusações de publicação de informações verdadeiras”, declarou Barry Pollack, em comunicado divulgado no Twitter. (Com agências internacionais)
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