Ex-atletas do São José EC entram com representação judicial contra o clube

A disputa do Campeonato Paulista da Série A2 deixou marcas nada boas no São José EC, e não foi só a queda para a Série A3 que marcou a equipe joseense. 14 jogadores que defenderam a Águia do Vale na competição entrarão com representação judicial contra a equipe joseense por descumprimento de leis trabalhistas como FGTS, pagamento dos vencimentos, 13º salário e férias, além do pagamento dos demais salários não pagos após o rompimento o contrato antes do fim. Se perder nos tribunais, o São José terá que desembolsar aproximadamente R$ 3 milhões.

Escrito por: Felipe Viana3 min de leitura
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Jogadores que defenderam a Águia do Vale entraram com representação judicial

Divulgação/Meu São José EC

A disputa do Campeonato Paulista da Série A2 deixou marcas nada boas no São José EC e não foi só a queda para a Série A3 não, já que 14 jogadores que defenderam a Águia do Vale na competição entraram com representação judicial contra a equipe por descumprimento de leis trabalhistas. Entre os principais problemas estão a falta de depósito do FGTS, o não pagamento dos vencimentos, 13º salários e férias. Se perder nos tribunais, o São José terá que desembolsar aproximadamente R$ 3 milhões.

Felipe Rino, advogado e um dos representantes dos jogadores, afirma que os processos estão rolando no Fórum de São José dos Campos e os clientes estão confiantes na vitória. “São 14 ações que estamos cuidando. A maioria já foi sentenciada ou está com datas definidas para sentença. Nos restam apenas quatro processos pendentes, mas estes serão julgados em fevereiro de 2015”.

Rino diz ainda que a ideia é solicitar o bloqueio e penhora de parte do Teatrão para garantir o pagamento de seus clientes. “Os processos já sentenciados nós vencemos e o clube já foi solicitado a fazer o pagamento, o clube não tem condições então temos que aguardar o prazo expirar e ai então, quando o processo entrar na fase que chamamos de ‘fase de execução’, ai vamos solicitar o bloqueio para penhora do Teatrão”.

Indagado sobre a devolução de 70% do terreno do Teatrão para a Prefeitura de São José dos Campos, o advogado foi claro ao explicar o procedimento a ser adotado por ele e seu irmão, Thiago Rino, que também representa os atletas neste caso. “Vamos solicitar o barramento da transferência para a prefeitura, pois o Teatrão é um local grande, numa área nobre da cidade com muita visibilidade e poderia trazer muito investimento para a cidade, como construção de prédios comerciais ou residenciais ou até mesmo a reforma para transformar o local em um grande clube”.

“Pensamos em solicitar a penhora de um terço do Teatrão, não trabalhamos ainda com a ideia da penhora integral, até porque não queremos que o clube não trabalhe. O São José tem história, é um clube tradicional, não pode ficar assim, isto tem que mudar e pensamos em deixar uma parte para que o time possa trabalhar” completa.

A reportagem do Meon tentou por diversas vezes entrar em contato com o presidente do São José EC, Benevides Ferneda, o Geléia, porém não obteve retorno.

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