Expansão da carteira de crédito depende do PIB de 2015, diz Bradesco

O crescimento da carteira de crédito do Bradesco pode ficar no piso da projeção (guidance) neste ano, de alta de 5% a 9%, caso o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) seja pior que o estimado pelo banco, de aumento de 0,5% em 2015. A informação foi dada nesta sexta-feira por Luiz Carlos Angelotti, diretor executivo gerente e de Relações com…

Escrito por: Conteúdo Estadão2 min de leitura
fundo_placeholder-023136

O crescimento da carteira de crédito do Bradesco pode ficar no piso da projeção (guidance) neste ano, de alta de 5% a 9%, caso o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) seja pior que o estimado pelo banco, de aumento de 0,5% em 2015. A informação foi dada nesta sexta-feira por Luiz Carlos Angelotti, diretor executivo gerente e de Relações com Investidores da instituição. Sobre um possível impacto na inadimplência, ele explicou, em teleconferência com analistas, que o crédito é mais sensível ao desempenho da economia do que os calotes.

“Dependendo do PIB em 2015, o crescimento da nossa carteira de crédito pode tender mais para a parte inferior do guidance. O crédito é mais sensível. Já para as provisões (PDDs) e inadimplência, a correlação não é tão imediata”, explicou Angelotti. O Bradesco não trabalha com expectativa de mudança nos calotes e nas provisões em 2015. Segundo o diretor do banco, a inadimplência deve ficar estável, com possibilidade de oscilação para cima ou para baixo de 0,1 ponto porcentual. Reforçou, ainda, que o banco vai seguir criterioso e seletivo na concessão de crédito que deve crescer no máximo 7% neste ano apesar do guidance divulgado indicar teto de 9%.

Em relação ao crédito para pequenas e médias empresas, Angelotti afirmou que o segmento tende a apresentar crescimento menor que outras carteiras. Ao final de dezembro, o crescimento foi de 3,4%, para R$ 116,5 bilhões, o menor na pessoa jurídica.

“Periodicamente no segmento PMEs temos algumas empresas que mudam de patamar e migram para outros segmentos. No começo do ano passado, fizemos uma reclassificação de R$ 8 bilhões de grupos que mudaram para o segmento de grandes empresas”, lembrou ele.

Investimentos

O investimento de R$ 1 bilhão na rede de atendimento anunciado na quinta-feira pelo Bradesco será feito além dos R$ 5 bilhões anuais que o banco desembolsa para infraestrutura, informática e telecomunicações, de acordo com Angelotti, no ano passado, os investimentos nesta área cresceram 3,2% ante 2013, quando foram investidos R$ 4,842 bilhões.

Dos cerca de R$ 5 bilhões investidos em 2015, a maior parte, quase R$ 4 bilhões, foi destinada à tecnologia da informação e telecomunicações. O restante, R$ 1 bilhão, para infraestrutura.

Publicado em:

Posts Relacionados